Estado deve se posicionar sobre Hospital Regional ainda neste ano

Matheus Augusto
As obras de término do Hospital Regional Divino Espírito Santo, em Divinópolis, podem ganhar fôlego em breve. O Consórcio Intermunicipal de Saúde da Região Ampliada Oeste para Gerenciamento dos Serviços de Urgência e Emergência (CIS-URG), composto por 54 municípios, está em conversas adiantadas com o Governo do Estado para assumir a gestão da unidade. Segundo o secretário executivo do consórcio, José Márcio Zanardi, o planejamento completo, desde o término das obras até a administração do hospital, deve ser apresentado oficialmente até o próximo dia 31. A expectativa é de que a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) já se posicione sobre o projeto e defina os próximos passos também na data.
As obras do Hospital Regional tiveram início em 2010, mas foram paralisadas em 2016, após o governo estadual deixar de repassar o valor da construção.
Vazios assistenciais
O secretário do consórcio se reuniu na segunda-feira, 2, com o superintendente Regional de Saúde, Alan Rodrigo da Silva, e o secretário de Saúde, Amarildo Sousa, para tratar dos avanços na cidade e macrorregião Oeste. José Márcio citou como exemplo a integração dos sistemas de regulação, que permitiu uma maior agilidade no tempo de resposta e transferência dos pacientes. Porém, segundo ele, mesmo com os hospitais exercendo a integralidade de seus atendimentos e um sistema de regulação eficiente, ainda existirão dificuldades.
— Mas fica uma questão, pois ainda que isso tudo funcione de forma organizada, nós teremos vazios assistenciais dentro nossa macro que esses hospitais não são capazes de suprir. Daí a necessidade do Hospital Regional, porque ele precisa entrar em funcionamento para suprir a deficiência de leitos — afirmou.
Zanardi voltou a ressaltar que o CIS-URG, através de uma decisão dos 54 municípios membros, tem interesse em assumir a gestão do Hospital Regional e vem discutindo essa possibilidade com o Estado.
— O Hospital Regional é uma luta de toda a população da região. Terminar essa obra tem uma importância muito grande para a assistência hospitalar no Centro-Oeste, uma vez que os leitos que nós temos na região não são suficientes, assim como as clínicas, para a integralidade da assistência no território. O CIS-URG, através dos 54 municípios, se habilitou ao processo junto ao governo do Estado para que pudesse apresentar propostas desde o término da construção até a administração e custeio desse Hospital Regional. Então nós temos feito isso, cumprindo o passo a passo que está dentro das regras do edital — declarou Zanardi.
Necessidades
da região
O secretário executivo ainda contou ter se reunido com representantes do governo estadual na última semana, quando, inclusive, apresentou a proposta da Prefeitura de cessão do patrimônio do Hospital Regional ao CIS-URG, para o andamento do processo. Além disso, ele explicou que, atualmente, o consórcio analisa recursos de financiamento do hospital, como a habilitação de programas do governo.
— Estamos discutindo com a Superintendência Regional de Saúde [SRS], o colegiado de secretários municipais de saúde, sobre o perfil desse hospital. Estamos trabalhando junto com a UFSJ para fazer um levantamento de toda assistência hospital da região, bem como suas habilitações e a forma de financiamento, seja através de recursos federais, estadual e dos municípios, para verificarmos a possibilidade de custeio dos recursos SUS dentro do Hospital Regional. Claro que, mesmo o CIS-URG apresentando qualquer tipo de proposta de administração do Hospital Regional bem como o término de sua obra, não isenta os responsáveis pela política da assistência hospitalar, que é o governo federal e do Estado, com suas respectivas participações naquilo que lhes compete dentro do financiamento público do Sistema Único de Saúde — explicou.
O representante do consórcio na reunião contou que o governo ainda não discutiu valores, mas que pode, eventualmente, contribuir financeiramente para o término das obras.
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