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Saúde

Ambulatório atendeu quase três mil pacientes em maio 

Ambulatório atendeu quase três mil pacientes em maio 

Da Redação

O novo balanço de atendimento divulgado pela Prefeitura de Divinópolis reforça o cenário de preocupação diante às doenças respiratórias. De acordo com a Secretaria de Saúde (Semusa), apenas em maio foram 2.525 pacientes atendidos no Ambulatório de Síndromes Respiratórias e Arboviroses. O espaço é um ponto voltado para desafogar as unidades de saúde e a Unidade de Pronto Atendimento (UPA). 

Importância

Em nota, a Prefeitura destacou a estrutura como fundamental para fortalecer a rede assistencial.

— Com capacidade para receber até 140 pessoas por dia, o ambulatório demonstrou sua relevância ao oferecer assistência especializada, ágil e humanizada à população — ressaltou. 

Dos atendimentos realizados em maio, 75% (1.887 pessoas) foram relacionados a síndromes respiratórias e 25% (632 pessoas), a casos suspeitos de arboviroses — como dengue, zika e chikungunya. Outros seis registros apresentaram sintomas diversos, fora desses quadros principais.

Perfil

Ainda sobre os diagnósticos, conforme os dados da Prefeitura, os quadros são usualmente leves. Confira:

  • Infecções Agudas das Vias Aéreas Superiores (IVAS): maioria dos atendimentos, geralmente quadros leves, mas incômodos e que exigem cuidados.
  • Casos crônicos em crise: dezenas de pacientes com asma e bronquite buscaram atendimento em estado crítico, o que exige manejo clínico cuidadoso para evitar agravamentos.
  • Pneumonias: cerca de 200 diagnósticos, tanto virais quanto bacterianos, que, se não tratados adequadamente, podem levar a complicações graves.
  • Influenza: mais de 125 casos identificados, com destaque para sua alta transmissibilidade e riscos a grupos vulneráveis.
  • Sinusite: aproximadamente 260 ocorrências, condição que pode evoluir para otite, conjuntivite e até pneumonia, quando negligenciada.
  • Nasofaringites: cerca de 150 quadros atendidos, enfermidade comum, mas frequentemente associada a desconforto intenso.

Cenário

O diretor de Atenção Secundária da Semusa, Geraldo Mangelo de Almeida, reforça o alerta sobre o atual cenário epidemiológico. 

— Estamos em um período de pico de doenças respiratórias e arboviroses, o que demanda atenção especial da população. É fundamental manter o cartão vacinal atualizado, especialmente com a vacina contra a influenza, e utilizar máscaras em caso de sintomas gripais, como forma de proteção individual e coletiva — orientou.

Funcionamento

O Ambulatório de Síndromes Respiratórias e Arboviroses funciona todos os dias da semana —  inclusive aos sábados, domingos e feriados —  das 7h às 19h. A unidade está situada na rua Nova Serrana, nº 140, bairro Afonso Pena, próxima à Igreja São Sebastião e ao Centro de Saúde Afonso Pena.

— Além das consultas médicas, o local oferece serviços de medicação, coleta de exames laboratoriais e testes rápidos para dengue, quando indicados. Ressalta-se que o atendimento é exclusivo para pacientes com sintomas respiratórios ou suspeita de arboviroses, garantindo maior precisão e agilidade na triagem desses casos — detalha a Prefeitura. 

Minas Gerais

O governo de Minas Gerais divulgou ontem um levantamento relativo à imunização. Entre os óbitos por influenza, 83,9% ocorreram em pessoas com vacinação anterior à temporada vigente ou esquema incompleto; 11,9% não estavam vacinadas. Para a covid-19, 75,7% das mortes foram de pessoas com vacinação atrasada ou incompleta, e 8,3% entre não vacinadas.

Os dados reforçam a importância da imunização, pontua o secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti.

— A vacinação em dia é fundamental para evitarmos o agravamento dos casos e novos óbitos, especialmente entre os públicos mais vulneráveis, como crianças e idosos. Este ano, os casos de doenças respiratórias pediátricas aumentaram bastante em relação a 2024, e a maioria das mortes têm ocorrido entre não vacinados. Isso demonstra que a vacina salva vidas — afirma.

As mortes concentram-se principalmente em crianças de 0 a 9 anos e idosos com mais de 60, reforçando a importância da vacinação como medida de proteção individual e coletiva.

— Minas tem estrutura para vacinar toda a população e, se necessário, vamos solicitar mais doses ao Ministério da Saúde (MS). Manter o cartão de vacina em dia é um gesto de cuidado com a própria saúde e com a saúde de todos — alerta Baccheretti.

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