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Economia

Etanol e gasolina tem altas substanciais ao longo do ano 

Etanol e gasolina tem altas substanciais ao longo do ano 

Preço não espanta os consumidores; Minas  Gerais registra aumento de 6,6% nas vendas de combustíveis

 Jorge Guimarães

O ano começou sem boas notícias para o consumidor divinopolitano quando o assunto é o preço dos combustíveis. Na primeira quinzena de janeiro, o etanol e a gasolina registraram aumentos no preço médio em relação à última semana de 2023, de 4,4% e 1,6%, respectivamente. Apesar de os valores terem se estabilizado ao longo do mês, o impacto inicial foi sentido pelos motoristas e pelos setores dependentes desses insumos.

Altas e baixas 

No decorrer do ano, os preços dos combustíveis oscilaram entre altos e baixos, desempenhando o papel de tarifa econômica para uma cadeia específica. Setores como transporte, frete e alimentos estão entre os mais afetados, já que os custos de combustíveis influenciam diretamente o preço final destes itens.

— Em um cenário de constantes variações, o consumidor permanece atento às movimentações do mercado, enquanto os empresários buscam estratégias para minimizar os impactos em seus negócios. O comportamento dos preços de combustíveis, portanto, segue sendo um reflexo das condições econômicas locais e globais, demonstrando sua importância na dinâmica de toda uma economia — avalia o economista Lazaro Ribeiro. 

2024

Ao longo de 2024, os consumidores presenciaram uma escalada contínua nos preços dos combustíveis, contrastando com as oscilações iniciais do ano. Tanto o etanol quanto a gasolina causaram aumentos sistemáticos, refletindo um impacto significativo no cotidiano dos consumidores e na economia.

No caso do etanol, o preço médio registrado em janeiro foi de R$ 3,40. Em outubro, esse valor já atingiu R$ 4,07, representando um aumento de 19% nos últimos dez meses. A gasolina seguiu o mesmo ritmo de alta, passando de R$ 5,33 no início do ano para R$ 5,97 no fim de outubro, acumulando um reajuste de 12% no período.

Esses aumentos contínuos pressionaram não apenas os motoristas, mas também setores que dependem de combustíveis, como transporte e logística. Os reajustes impactaram diretamente os custos operacionais de vários segmentos.

— A trajetória de alta dos preços dos combustíveis ressalta a complexidade dos fatores que influenciam esse mercado, como as flutuações do petróleo no mercado internacional, a variação cambial e as políticas fiscais internacionais. Para as empresas consumidoras, o desafio tem sido lidar com os custos crescentes, enquanto busca estratégias para absorver os impactos e se manter no mercado — pontua o economista.

Causas

O aumento no preço dos combustíveis em Minas Gerais ao longo deste ano tem sido atribuído, por especialistas, principalmente, ao aumento dos tributos federais e às condições climáticas desfavoráveis. Esses fatores têm exercido forte pressão sobre os custos, afetando diretamente o valor pago pelos consumidores nos postos, especialmente no caso do etanol.

O aumento dos tributos sobre os combustíveis, implementada pelo governo federal, resultou na retomada de alíquotas mais altas de PIS, Cofins sobre gasolina e etanol. Essa medida foi tomada com o objetivo de recompor as receitas públicas, mas acabou elevando significativamente os preços ao consumidor final.

— Para o consumidor, a recomendação é acompanhar as oscilações de preços e optar pelo combustível que melhor atenda às suas necessidades de economia e desempenho — alerta Ribeiro. 

Variação de preços 

E para enfrentar este mercado bastante disputado, e livre, cabe ao consumidor, segundo especialistas, ficar atento e realizar suas pesquisas, pois existe muita diferença de preços na cidade.  A variação nos preços dos combustíveis entre diferentes postos pode ser explicada por uma combinação de fatores que vão desde políticas de precificação até custos operacionais e estratégias de mercado. 

— Essa variação de preços pode ser atribuída a diversos fatores, como políticas de precificação adotadas pelos postos, localização geográfica, custos operacionais e estratégias de mercado das distribuidoras. Postos sem bandeira, por exemplo, têm mais liberdade para definir seus próprios preços, o que pode resultar em uma competição mais acirrada e preços mais baixos em comparação com os postos de bandeira — lembra o economista.

A localização é outro fator relevante. Postos em áreas centrais ou de maior fluxo de veículos tendem a apresentar custos mais elevados devido ao aluguel mais alto e à maior demanda. Por outro lado, estabelecimentos  em regiões periféricas ou próximas a rodovias podem oferecer preços mais competitivos.

Para os consumidores, essa diversidade de preços representa uma oportunidade de economia. Pesquisar e comparar valores antes de abastecer pode resultar em significativas vantagens financeiras,  mas a atenção à qualidade do produto é indispensável.

— Em um cenário econômico onde o preço dos combustíveis é um ponto sensível para o orçamento familiar e para a inflação, informações precisas e acesso à concorrência saudável são fundamentais para promover um mercado mais justo e equilibrado para todos os envolvidos. E que o consumidor não se deixe levar apenas pelo preço baixo — finalizou o economista.

Minas

Já em Minas Gerais, as vendas de combustíveis registraram um aumento de 6,6%, entre janeiro e outubro, em levantamento feito pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em comparação com o mesmo período do ano anterior. Esse crescimento, conforme o órgão, reflete a demanda aquecida no setor, com destaque para o etanol hidratado, que mais uma vez liderou o avanço ao apresentar um salto de 44,1% nas vendas, bem acima dos demais produtos.

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