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Polícia

Ex-goleiro Bruno é preso após dois meses foragido

Ex-goleiro Bruno é preso após dois meses foragido

Da Redação

O ex-goleiro Bruno Fernandes de Souza foi preso nesta quinta-feira, 8, após ter a liberdade condicional revogada pela Justiça do Rio de Janeiro. A decisão foi tomada depois que o ex-atleta descumpriu medidas impostas para permanecer em liberdade, entre elas a proibição de deixar o estado sem autorização judicial.

Segundo informações divulgadas pela Vara de Execuções Penais (VEP) do Rio, Bruno realizou uma viagem ao Acre sem comunicar previamente à Justiça, o que configura violação das condições estabelecidas para o benefício concedido em janeiro de 2023. Diante do descumprimento, a Justiça determinou o retorno do ex-goleiro ao regime semiaberto e expediu um mandado de prisão.

Após a decisão, Bruno não se apresentou às autoridades dentro do prazo estipulado e passou a ser considerado foragido. A defesa do ex-jogador informou que iria recorrer da determinação judicial e alegou que a viagem ocorreu por motivos profissionais.

A prisão ocorreu nesta quinta-feira, encerrando o período em que ele era procurado pelas autoridades. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre o local da detenção nem para qual unidade prisional Bruno será encaminhado.

Caso Eliza Samudio

Bruno foi condenado em 2013 a mais de 22 anos de prisão pelo envolvimento no desaparecimento e assassinato de Eliza Samudio, caso que teve grande repercussão nacional. A investigação apontou que a vítima foi morta após cobrar o reconhecimento da paternidade do filho que teve com o ex-goleiro.

O crime ocorreu em 2010, quando Bruno ainda atuava pelo Clube de Regatas do Flamengo e era um dos principais nomes do futebol brasileiro na época. O corpo de Eliza nunca foi encontrado.

Ao longo dos últimos anos, Bruno chegou a obter progressão de regime e, posteriormente, o benefício da liberdade condicional. Desde então, precisava cumprir uma série de exigências judiciais, como manter endereço atualizado, comparecer periodicamente à Justiça e não mudar de estado sem autorização prévia.

A nova prisão volta a colocar o caso entre os assuntos mais comentados do país e reacende debates sobre o cumprimento de penas e os critérios para concessão de benefícios penais.

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