Exclusivo: Pastor Jesiel e comparsas são acusados de golpe de R$ 5 milhões

Da Redação
Condenado a 33 anos de prisão, no ano passado, por crimes de estelionato e lavagem de dinheiro, o pastor Jesiel Júnior Costa Oliveira, líder da Igreja Batista Filadélfia em Divinópolis, volta a ser alvo de inquérito policial pelos mesmos crimes. Desta vez, a acusação foi em feita em Belo Horizonte. O Agora teve acesso ao documento, o qual uma vítima acusa o pastor da prática.
A vítima era empresário, proprietário da Alfa Turismo Ltda., e também advogado, tendo atuado na defesa de Jesiel em processo em Divinópolis, e relata ter sido enganado pela organização criminosa liderada por ele. O grupo, conforme a notícia de fato, conta com o envolvimento de Adriana Trindade, esposa do pastor, além de outros integrantes, entre eles o contador. De acordo com as informações, o grupo teria aplicado sucessivos golpes entre 2019 e 2025, baseados em falsas promessas de negócios, abertura de contas bancárias para movimentar valores milionários e investimentos fraudulentos, culminando no prejuízo indicado de R$ 4.918.821,84.
Não é a primeira vez que o pastor é denunciado pelo cometimento dos mesmos crimes. Ele foi condenado em 2015, mas recorreu e respondia em liberdade.
Investigação
O inquérito da PC, ordena a apuração minuciosa do caso, levantamento de vida pregressa, socioeconômica e financeira dos investigados e empresas envolvidas, bem como pesquisas para a elaboração de relatório. Solicita-se ainda a expedição de mandado de intimação.
Recurso
A defesa do pastor entrou com recurso contra a sentença proferida em outubro do ano passado. A apelação teve o objetivo de levar o caso à análise do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).
Os advogados de Jesiel afirmaram à época que iriam apresentar as razões do recurso diretamente no TJMG, conforme prevê o artigo 600, §4º do Código de Processo Penal. O mecanismo, conforme eles, é previsto em lei e garante ao advogado o direito de formular os argumentos diante da instância superior.
O caso
Jesiel foi condenado pela juíza Marcilene da Conceição Miranda, da 3ª Vara Criminal da Comarca de Divinópolis, a uma pena de 33 anos de prisão em regime inicialmente fechado, além do pagamento de indenizações que somavam R$ 288 mil às vítimas. A conclusão do processo é que o pastor atuou de forma autônoma em diversos golpes, enganando fiéis e conhecidos com promessas falsas de investimentos lucrativos, entre 2017 e 2019.
Apesar da severidade da pena, o réu não foi preso imediatamente, pois respondeu a todo decorrer do processo em liberdade e, segundo a magistrada, não houve alteração no quadro que justificasse sua detenção cautelar. No entanto ficou sob medidas restritivas, como a proibição de deixar o país e a obrigação de manter endereço atualizado.
O caso, investigado desde 2018 pela Polícia Civil (PC), revelou que Jesiel utilizava a estrutura da igreja e a imagem de pastor para atrair vítimas e aplicar golpes financeiros. Ele também foi condenado por usar contas bancárias da instituição religiosa para dissimular a origem ilícita dos valores arrecadados, o que configurou o crime de lavagem de dinheiro.
Redes
À época, o pastor seguia ativo nas redes sociais, onde atuava como coach financeiro e influenciador digital sob o nome de “Dr. Dâmaso”, mesmo após a sentença.
Agora, ele não possui nenhuma rede, e segundo pessoas que o seguiam, ele teria apagado todas as contas.
RETRATAÇÃO: CASO PASTOR JESIEL
Na notícia divulgada no dia 09 de abril de 2026 a respeito do pastor Jesiel, constou “sua esposa [Jesiel] também é citada como comparsa, que faz parte do grupo chamado de criminoso pela vítima”. A pessoa citada Adriana Trindade Oliveira, embora tenha o mesmo sobrenome, aparentemente não possui parentesco com o pastor Jesiel, tratando-se segundo a notícia crime, da pessoa que se passou por servidora pública federal pertencente aos quadros do Banco Central do Brasil para dar mais credibilidade e assim ludibriar a vítima, proprietário da Alfa Turismo Ltda e advogado do pastor no golpe milionário, com prejuízo de quase R$ 5 milhões. Portanto, a sra. Claudiana Basílio Silva, esposa do investigado Jesiel Junior Costa Oliveira, não possui qualquer envolvimento com os fatos investigados no Inquérito Policial nº 5012304-26.2026.8.13.0024 de ALFA TURISMO LTDA, ou seja, não está vinculada à associação criminosa, não figurando como investigada, nem sendo mencionada como participante dos fatos. O Jornal Agora reconhece o erro, corrigindo-o nesta oportunidade, sendo tal atitude fundamental para a boa-fé e função social da imprensa que o veículo preserva em seus quase 55 anos de existência.
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