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Educação

Fabiano Tolentino e Professor Wendel lançam pré-candidatura com mandato compartilhado

Por Bruno
Fabiano Tolentino e Professor Wendel lançam pré-candidatura com mandato compartilhado

Lucas Maciel

Uma proposta ainda pouco comum na política regional começa a ganhar espaço no Centro-Oeste de Minas e pode levar o estado a ter, nas eleições de 2026, a primeira candidatura coletiva ao cargo de deputado estadual. A iniciativa é defendida pelo ex-vereador e ex-deputado Fabiano Tolentino (União Brasil) e pelo deputado estadual Professor Wendel (Solidariedade), que anunciaram a intenção de disputar juntos uma vaga na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) adotando o modelo de mandato compartilhado.

A ideia surge a partir de uma parceria política que já ocorre atualmente no gabinete do parlamentar. Hoje, Tolentino atua como assessor parlamentar de Wendel na Assembleia e, segundo os dois, o trabalho já funciona na prática como um mandato dividido. A proposta agora é levar essa experiência para a disputa eleitoral, apresentando ao eleitorado um modelo em que dois representantes participam das decisões e da condução política de um único mandato.

Parceria política

A estratégia também busca ampliar a presença política do Centro-Oeste mineiro dentro da ALMG. Em entrevista ao Agora, os dois destacaram que a divisão de tarefas permitiria acompanhar com mais proximidade as demandas dos municípios da região.

— Nós já estamos trabalhando dessa forma há algum tempo. O mandato compartilhado é algo que acreditamos muito e queremos apresentar para a população como uma forma de ampliar a representação política — afirmou Tolentino.

Após oito anos sem disputar eleições, Tolentino decidiu retornar ao cenário eleitoral. Ele foi deputado estadual entre 2015 e 2019 e também exerceu mandato como vereador em Divinópolis.

— Já vivemos esse modelo no dia a dia do gabinete e agora queremos levá-lo também para a disputa eleitoral — acrescentou.

Como funcionaria

No modelo defendido pela dupla, o parlamentar eleito atuaria ao lado de um co-deputado, compartilhando decisões e atividades relacionadas ao mandato. A proposta é que os dois participem conjuntamente das discussões políticas, da definição de prioridades, da articulação com lideranças regionais e do acompanhamento das demandas dos municípios.

Segundo os dois, a atuação seria construída de forma integrada, com presença conjunta em agendas políticas, visitas às cidades e interlocução com entidades e instituições. 

— Será um número só na urna, mas duas pessoas trabalhando para representar a população. A proposta é dividir responsabilidades e ampliar a presença política na região — explicou Wendel.

De acordo com ele, o formato também não altera os custos do mandato na Assembleia.

— O mandato continua com o mesmo custo. Não são dois salários de deputado. É um salário só. O outro atua como assessor, mas com o peso de deputado — detalhou.

Atuação regional

Um dos principais objetivos da proposta, segundo os dois políticos, é fortalecer a representação do Centro-Oeste mineiro na Assembleia Legislativa. A região reúne dezenas de municípios e, na avaliação deles, precisa ampliar sua presença política no parlamento estadual.

Tolentino afirma que pretende concentrar parte da atuação justamente no acompanhamento mais próximo das cidades da região, dialogando com prefeitos, vereadores, lideranças comunitárias e representantes de entidades locais.

— A proposta é acompanhar mais de perto as cidades do Centro-Oeste, ajudando na articulação de demandas e na busca por recursos — disse.

Para ele, a divisão de tarefas entre dois representantes pode ampliar a capacidade de atuação política e permitir maior presença nas cidades, acompanhando projetos e demandas diretamente nos municípios.

Recursos e emendas

Outro ponto destacado pelos dois políticos é o aumento dos recursos disponíveis por meio das emendas parlamentares estaduais, mecanismo que permite aos deputados indicar verbas do orçamento para investimentos em áreas como saúde, educação, infraestrutura e assistência social.

Segundo Wendel, atualmente os valores destinados aos parlamentares são significativamente maiores do que no período em que Tolentino exerceu mandato na Assembleia Legislativa.

— Na época em que ele foi deputado, o valor anual de emendas era de cerca de R$ 1,5 milhão. Hoje ultrapassa os R$ 15 milhões por ano, o que amplia bastante a capacidade de investimento nos municípios — afirmou.

Desempenho eleitoral

Na última eleição estadual, realizada em 2022, o deputado Professor Wendel conquistou a vaga na Assembleia Legislativa de Minas Gerais com 44.885 votos. Já Fabiano Tolentino, concorreu ao cargo de deputado federal e alcançado cerca de 67 mil votos.

A estratégia agora, segundo eles, é somar forças e apresentar ao eleitorado uma proposta conjunta para as eleições de 2026.

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