Fraudes em Divinópolis foram repetidas em Betim e Ribeirão das Neves, afirma delegado sobre ex-gestora da UPA

A Polícia Federal (PF) indiciou, na segunda-feira, 27 pessoas suspeitas de envolvimento no esquema que desviou R$ 23 milhões do cofres da Prefeitura de Betim durante a pandemia de covid-19. O crime teria sido supostamente articulado pelo Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Social (IBDS), que também é investigado por fraudar a licitações em Divinópolis, durante o tempo que ficou à frente da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), e em Ribeirão das Neves.
Segundo o delegado Felipe Baeta, todo o esquema teria começado em Divinópolis.
— Várias das fraudes em Divinópolis foram repetidas em Betim e Ribeirão das Neves. O modus operandi era o mesmo — afirmou.
Em Divinópolis, os contratos para a gestão da UPA e do hospital de campanha chegaram a R$ 100 milhões. Desse total, foi comprovado desvio de R$ 3,5 milhões, mas a PF estima que o prejuízo pode chegar a até 20% do montante contratado, informou o jornal O Tempo.
A investigação começou em 2020.
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