Gato escaldado

Em reunião ontem, vereadores questionaram o prefeito Galileu Machado (PMDB) sobre a situação do decreto de seu antecessor relacionado à ETE do rio Itapecerica e que gerou imensa repercussão negativa. Rápido no gatilho e já no quarto mandato como chefe do Executivo, o peemedebista respondeu que só vai se pronunciar depois de ter em mãos os pareceres dos advogados. Já adiantou – como não poderia deixar de ser – que só agirá embasado na lei.
É, nada como a experiência...
Sobreviventes
A capa deste Diário de ontem estampou manchete de que Divinópolis está em 8º no ranking estadual de sobrevivência de micro e pequenas empresas, segundo estudo do Sebrae. Qualquer autoridade (municipal, estadual ou federal) que disser ter contribuído para esse bom desempenho estará mentindo descaradamente. Tal resultado se deve exclusivamente à força e perseverança dos próprios empresários. Foi esse o espírito – de sobrevivência com as próprias mãos – que fez desta cidade um polo respeitado em Minas e no Brasil.
Abriram-se as porteiras?
Chama a atenção e não deixa de causar certa preocupação uma decisão proferida pelo juiz Friedmann Anderson Wendpap, da 1ª Vara Federal de Curitiba, no âmbito da Lava Jato, na segunda-feira, 9. Entendeu o magistrado que, em um determinado caso concreto, o pagamento de propina para fraudar as licitações da Petrobras não pode ser considerado como dano ao erário. Os réus em questão são o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, um dos delatores, e a empreiteira Galvão Engenharia, além de executivos da empresa. Na ação, o Ministério Público Federal pedia que os acusados devolvessem R$ 756 milhões aos cofres públicos. A quantia equivale a dez vezes ao valor que teria sido pago em propina pela empreiteira por meio de “operações fictícias” em contratos da estatal.
“A contento”
Pois vejamos, ipsis litteris, o que diz o magistrado: “No caso concreto, porém, não se pode considerar o pagamento da vantagem indevida como dano ao erário, por uma singela razão: ainda que tenha sido fixada com base no valor do contrato, a propina foi paga pelas próprias empreiteiras, e não pela Administração Pública. O que a Petrobras pagou, em verdade, foi o preço do contrato e em razão de um serviço que, em tese, foi realizado a contento. Logo, o pagamento da propina não implica dano ao erário, mas desvantagem, em tese, às próprias contratadas”. Então, tá!
Era o que faltava...
Este país em que se plantando tudo dá e por onde afloram problemas de toda sorte, agora tem mais um para se preocupar: a febre amarela. E onde está o epicentro? Sim, nestas Minas Gerais. O governador Fernando Pimentel (PT) garante que não há motivo para alarde e faz reunião com secretários para discutir o combate à doença. Só que, entre os profissionais de saúde, inclusive em Divinópolis, a mesma calma não é notada. Já emitiram alerta e estão de prontidão. E não é para menos. Segundo o epidemiologista Eduardo Massad, da USP, já era esperado um surto maior da febre amarela silvestre, mas é necessário se preocupar, sim. “Estamos sentados em uma bomba-relógio”, resumiu em entrevista à BBC Brasil.
Comentários
Participe da conversa — todos os comentários passam por moderação.
Carregando comentários…
