Grande palco, para uma grande final

Batendo Bola
José Carlos de Oliveira
Prevaleceu o bom senso, e os dirigentes do Maria Helena / Flamengo, de Divinópolis, e do Alvorada, da cidade de Carmo do Cajuru, chegaram a um acordo com a diretoria do Guarani, para que a final do Campeonato Amador 2016, em jogo único, seja disputada no estádio Waldemar Teixeira de Faria, o Farião, no bairro Porto Velho. O confronto está marcado para a manhã de domingo, às 10h.
Os dois times chegam à final depois de deixarem para trás os favoritos - Tupi e PEC - e têm tudo para fazer um grande jogo no domingo. Pelo menos no que depender do gramado do Farião vai ser assim mesmo.
O duelo do final de semana promete ser uma boa partida. Bem cuidado, o campo do Farião oferece todas as condições para que os jogadores mostrem o que sabem fazer de melhor: jogar futebol.
Onde estão os grandes times de Divinópolis?
Soa até estranho falar em uma final de Campeonato Amador de Divinópolis, com a presença das equipes do Alvorada, da cidade de Carmo do Cajuru, e do Maria Helena, ilustres desconhecidos para a grande maioria dos torcedores da cidade e região.
E é para estranhar mesmo. Para quem já teve um dos maiores e melhores campeonatos da região Centro-Oeste e já viu em ação excelentes jogadores e grandes times, de todas as partes da cidade – Ferroviário, Corinthians, Flamengo, Padre Eustáquio, Vasco da Gama, Palmeiras, Recreativo, Gecol, até mesmo o Guarani, e tantos outros -, ver uma final com a presença de times até então desconhecidos soa mesmo estranho e chega a ser alarmante.
É o futebol amador que está acabando na cidade, ou serão os clubes e os jogadores que perderam a força e o apetite? A resposta está com aqueles que hoje comandam a Liga amadora da cidade. Eles, sim, é que devem responder a esta pergunta.
Mas que existe algo de muito errado nesta história, lá isso há. E a hora agora é de os homens se unirem, deixando de lado seu ego, para fazer o melhor pelo e para o desporto da cidade. O resto é apenas o resto.
Do jeito que está é que não pode ficar.
MANGUEIRAS BRASIL
A volta dos que não foram
De surpresa, a diretoria do Cruzeiro anunciou na terça-feira a chegada de mais um reforço para as duas próximas temporadas, o garoto Lucas Silva, criado nas categorias de base do próprio clube.
Foi tudo muito rápido. Do anúncio à tarde, por volta das 15h30, até sua chegada no final da noite, sendo recebido com festa pelos torcedores no aeroporto de Confins. E teve de tudo, até cineminha e provocação pelas redes sociais. Resta saber qual Lucas Silva está chegando agora para o Cruzeiro.
É a volta dos que nunca foram. Negociado pelo time celeste com o Real Madrid, em 2015, depois de ajudar o time na conquista do bicampeonato brasileiro, pela bagatela de 13 milhões de euros, o jovem volante não se firmou no time merengue, e depois de uma vida de cigano, sendo emprestado para lá e para cá, teve até seu estado de saúde questionado no meio do ano passado, com um clube de Portugal levantando suspeita sobre um problema no coração.
Devolvido ao Real Madrid, o jogador passou por uma bateria de exames, nada sendo constatado que o impedisse de continuar jogando futebol. Só não caiu nas graças do técnico Zidame, que nunca o aproveitou no líder do Campeonato Espanhol.
Agora, anunciado como reforço da Raposa, com contrato de empréstimo até o meio do ano de 2018, resta saber qual o atleta está chegando a Belo Horizonte: o Lucas Silva de 2013 e 2014 ou o jogador que passou em branco as duas últimas temporadas?
É pagar para ver. No que depender do amor e do incentivo da torcida, ele terá todas as condições de voltar a mostrar um bom futebol. Resta saber qual é a sua real vontade. Se ele veio para mostrar serviço, vai ser sim um baita de um reforço. Se não, vai esquentar banco também por aqui.
Elias é uma incógnita
E falando em volante, o outro lado da Lagoa também apresentou um reforço para a posição ontem, Elias, de 31 anos, que chega para suprir a saída de Leandro Donizete e Junior Urso, que não ficaram no clube para esta temporada.
E também com Elias não será diferente. Qual o jogador chega agora a Minas Gerais. O Elias da Seleção Brasileira, campeão com o Flamengo e o Corinthians, ou o Elias, do Sporting, que não se firmou no futebol português e que forçou seu retorno ao Brasil.
Que é uma baita de um jogador, isso ele é. Não há como contestar isso. Mas sua utilidade para o Galo tem que ser é dentro de campo de jogo, e não no seu currículo de grandes conquistas. O time de Roger Machado precisa mais do que nunca de um volante que saiba jogar mesmo de volante e não de meia. É Elias o cara? Não sei não. Era preferível arrumar um sósia do Pierre. E estamos conversados.
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