Hoje é dia de Brasil em campo

Batendo Bola
José Carlos de Oliveira
Antigamente, mas antigamente mesmo, há pelo menos uns vinte anos atrás, esta frase – Hoje tem Brasil em campo – seria motivo de festa para muitos e dor de cabeça para patrões e empresários, já que muita gente ficava ligada no jogo e fazia de tudo para acompanhar os duelos da nossa seleção de futebol.
Hoje os tempos são outros e o escrete canarinho já não dá mais ibope, passou foi a ser uma tremenda dor de cabeça para emissoras de rádios e tv, que já sabem que quase ninguém estará ligado para acompanhar os jogos e sua programação com certeza perderá audiência durante os jogos do Brasil.
Mas tem sim
Esta é a verdade! Hoje tem sim jogo da seleção principal do Brasil, a noite será de jogo do escrete canarinho. Após ser derrotado pela França por 2 a 1 na última quinta-feira, o Brasil volta a entrar em ação logo mais, às 21h, para enfrentar a Croácia, no Camping World Stadium, em Orlando, nos Estrados Unidos.
Com mudanças
Na atividade de domingo, o técnico Ancelotti fez algumas experiências, em busca de substitutos para o atacante Raphinha e o lateral Wesley, cortados por problemas musculares sofridos no jogo contra a França. Luiz Henrique ganhou uma oportunidade na vaga do jogador do Barcelona, enquanto Ibañez apareceu na lateral direita. Outras mudanças foram a entrada de Marquinhos na zaga, de Danilo no meio de campo e de João Pedro no ataque.
Desta forma, o técnico italiano formou a equipe titular com: Ederson; Ibañez, Marquinhos, Léo Pereira e Douglas Santos; Casemiro e Danilo; Luiz Henrique, Matheus Cunha, João Pedro e Vinicius Júnior.
Sem a cara da torcida
Por mais boa vontade que se tenha, não dá para engolir esta escalação. A maioria é produto da mídia e está longe de ser a preferência da maioria dos torcedores. Mas já que não existem mais ‘craques’ por aqui, temos que nos contentar com o que está aí e torcer para que dê certo, que enfim os tais ‘escolhidos’ mostrem alguma qualidade.
Tarefa ingrata
Reconhecido mundialmente pela sua competência, o técnico italiano Carlo Ancelotti chegou com esperança de novos ares e de um resgate do futebol do Brasil, mas pelo que parece nem ele está conseguindo fazer os caras jogarem o que podem e sabem. Até parece que com a amarelinha no corpo, eles desaprendem, já que não mostram nada do que jogam pelos seus clubes.

Problema de cabeça
Fica até parecendo que o problema não é só futebol, é de cabeça mesmo, com a geração de hoje mostrando medo de vestir a amarelinha. Brigam para serem convocados (afinal estar na seleção rende status e alguns milhares de euros em suas contas bancárias), mas em campo não rendem nada, não jogam nada, são uma caricatura de tudo que imaginam ser.
Seria até o caso de a CBF dispensar o treinador e contratar algum psicólogo para fazer a cabeça dos caras.
Verdade seja dita
Mas caindo na real, e parando de filosofar, a grande verdade é que o futebol brasileiro anda carente, há tempos, de verdadeiros craques, aqueles que colocam a bola debaixo do braço e decidem os jogos. Estamos cercados de ‘jogadores bonzinhos’, que são idolatrados e alçados a craques por parte da mídia e por muitos torcedores de clubes, mas de craque mesmo não têm nada.
E já não vejo algum por aqui há muito tempo.
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