Homem é preso suspeito de matar cachorro a pauladas em Divinópolis

Elian Ozéias
Um caso de brutalidade contra animais chocou moradores de Divinópolis na manhã desta segunda-feira, 9, após um homem de 49 anos ser preso suspeito de matar um cachorro a pauladas no bairro Manoel Valinhas. A ocorrência foi registrada por volta das 10h15, na rua Cruzeiro, nas proximidades da ponte localizada na região.
Ocorrência
De acordo com informações da Polícia Militar, os militares foram acionados após denúncias de que um indivíduo teria agredido um cachorro até a morte nas imediações de um campo de futebol próximo à ponte do bairro. Testemunhas relataram ainda as características do suspeito e informaram que ele permanecia no local.
De posse dessas informações, as equipes se deslocaram até a área indicada e encontraram o homem nas proximidades do animal, que já estava sem vida. Durante a abordagem, o suspeito apresentou uma versão diferente da relatada pelas testemunhas.
Segundo ele, estaria caminhando do Centro da cidade em direção ao bairro Manoel Valinhas quando, ao passar pela ponte, teria avistado o cachorro já morto nas proximidades do campo de futebol. O homem afirmou aos policiais que apenas pegou o corpo do animal e o arrastou até o passeio, alegando que sua intenção seria retirar o cachorro da área inferior do campo.
Versões diferentes
No entanto, testemunhas que estavam nas proximidades afirmaram ter presenciado o suspeito agredindo o animal dentro do campo de futebol. De acordo com esses relatos, após as agressões, ele teria arrastado o corpo do cachorro até a calçada, nas proximidades da ponte.
Diante da divergência entre as versões apresentadas, os militares buscaram imagens de câmeras de segurança instaladas nas proximidades do local. A análise do material revelou que o homem permaneceu dentro do campo de futebol desde o período da manhã, sendo visto circulando pelo espaço por determinado tempo.
Embora as imagens não tenham registrado diretamente o momento em que o cachorro foi agredido ou morto, a permanência do suspeito no interior do campo desde o início da manhã contradiz a versão apresentada por ele aos policiais, que afirmou ter apenas encontrado o animal já sem vida.
A perícia da Polícia Civil foi acionada e esteve no local para realizar os procedimentos técnicos necessários para a investigação. Após os trabalhos periciais, o homem recebeu voz de prisão e foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil para as providências legais.
Também foi feito contato com o serviço responsável pela recolha de animais para que o corpo do cachorro fosse removido do local.
O caso gerou indignação entre moradores da região e reacendeu o debate sobre os maus-tratos a animais no município.
Outro caso
Este não é o único episódio de violência contra animais registrado recentemente em Divinópolis. No início deste ano, uma cadela foi atropelada e morta de forma intencional por um motorista no bairro Belo Vale. Câmeras de monitoramento registraram o momento do crime.
Nas imagens, dois cachorros aparecem atravessando a rua quando um veículo Volkswagen Gol branco surge na via. O motorista direciona o carro em direção aos animais e acaba atingindo uma das cadelas. Um arbusto na calçada impede a visualização completa do atropelamento, mas as imagens indicam que a colisão foi proposital.
Segundo a Polícia Militar, a denúncia foi feita por uma moradora que cuidava do animal e procurou a Base Comunitária Móvel da corporação. A cadela era conhecida na região e recebia cuidados de moradores, estando vacinada, vermifugada e em bom estado de saúde, apesar de viver nas ruas.
O veículo envolvido no atropelamento estava registrado no nome de uma mulher, porém, de acordo com o boletim de ocorrência, quem costumava utilizar o carro era o marido, apontado como possível suspeito.
Crime e punição
Casos de maus-tratos contra cães e gatos são considerados crimes no Brasil. Desde 2020, a Lei 14.064, conhecida como Lei Sansão, endureceu as punições para esse tipo de prática.
A legislação prevê pena de dois a cinco anos de reclusão, além de multa e proibição da guarda do animal. Quando o crime resulta na morte do animal, a pena pode ser aumentada em até um terço.
Autoridades reforçam que denúncias de maus-tratos podem ser feitas à Polícia Militar, à Polícia Civil ou por meio de canais de proteção animal. Para especialistas e defensores da causa animal, a conscientização da população e a responsabilização dos autores são fundamentais para combater esse tipo de violência.
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