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Gisele Souto

Ilegal, não…

Por Bruno
Ilegal, não…


…mas imoral, com certeza. Depois de enorme repercussão
negativa sobre o reajuste do vale-alimentação, a Câmara tentou
justificar a medida por meio de nota, na manhã desta
quinta-feira, 9. Conforme as explicações do comando da Casa,
tudo está em conformidade com a legislação vigente, portanto,
não havendo assim, nenhuma ilegalidade ou irregularidade. Cá
para nós, isso nem precisaria perder tempo para explicar, visto
que seria leviano aprovar um privilégio desse tamanho, se não
estivesse de acordo com alguma norma, ou sem o aval do
departamento jurídico do Legislativo. O que se questiona não é a
legalidade, mas sim, um aumento tão significativo para quem
não precisa, num momento tão complicado na economia e
escasso de recursos que beneficiem a população. Afinal, é ela
quem paga a conta.


Nem todos…
…nem tanto. Outra justificativa da nota é que os vereadores não
se limitam ao trabalho realizado apenas nos dias de reunião, às
terças e quintas-feiras. Que exercem suas funções diariamente,
com dedicação, comprometimento e atividades que se estendem
nas manhãs, tardes e noites. Deveria, no entanto, não é bem
assim que funciona. Não são todos e nem todos os dias tem
tanta demanda. E se fosse para ser desse jeito, não tinham nem
que concorrer a uma vaga. Pois esse deveria ser, sim, o rito do
trabalho. E a boa parte que tem outras profissões ou atua em
algo paralelo? Também tem toda esta disponibilidade? Seria o
correto, pois o bom salário, outras vantagens, como este
vale-alimentação e estar no cargo, já são mais do que
suficientes? Dito isso, falar em dedicação integral, é
desnecessário.
Ah,sim…
…o povo agora é lembrado. Para ser tapeado e acreditar nas
explicações, como acredita nas promessas ao eleger a maioria
dos representantes? Por isso, agora é convidado a se atentar aos
resultados do trabalho dos vereadores, observando as obras — é
trabalho do Executivo — conquistas e benefícios que Divinópolis
tem alcançado fruto do empenho e da responsabilidade de seus
representantes. É fato que a população deixa a desejar no
acompanhamento dos mandatos, na fiscalização, mas usar isso
agora, é meio que justificar o injustificável. Já que não há
alternativa, é continuar torcendo para que um dia, esses
eleitores caiam na realidade.
Pela hora da morte…
…e reflete na vida. E não é de hoje. Os preços no setor de
alimentação nos últimos anos estão impraticáveis. Porém, do ano
passado pra cá, está impossível fazer uma compra completa
porque os produtos dispararam. Quem tem um certo poder
aquisitivo encontra dificuldades, imagine o trabalhador que não
consegue comprar o básico. Visto que ainda em dezembro
quando se falava em reajuste do mínimo, muita coisa subiu.
Neste sentido, um aumento ajuda e muito, e o vereador, não fica
de fora de enfrentar as dificuldades, a depender de cada um.
Mas, não poderia ser um valor menor, uma vez que mais que
triplicou? Este é o questionamento a se fazer . Pulou de R$ 508,00
para R$ 2.021,22 fixo a partir de agora — antes era pago
conforme os dias trabalhados — é bem mais alto do que salário
mínimo atual que é de R$ 1.518,00. A discrepância é absurda
com aqueles que tiram desse mínimo, para sustentar a
mordomia.
Manda quem pode…
…obedece quem tem juízo. A decisão em reajustar o
vale-alimentação, assim como as outras é da Mesa Diretora. Por
mais que um ou outro vereador não comungue, não há o que
fazer . Neste caso, os demais que não estão entre os quatro que
pertencem à Mesa, pelo menos, consultados? Essa é a pergunta
que todos querem saber a resposta. Se não foram, aceitaram de
boa? É simples assim? Caso o silêncio permaneça, já se pode
começar acreditar em um possível acordo, como dizem os boatos
por aí.
“Não haverá aumento de salário, o que teria uma
repercussão ainda mais negativa, mas uma elevação despistada
para suprir? Tomara que não

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