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Gisele Souto

Puxou a fila?

Por Bruno
Puxou a fila?

O retorno dos voos no aeroporto de Divinópolis conforme prometido pela atual gestão, pode ser um sinal de que outras importantes conquistas podem ser concretizadas. Uma delas, a mais esperada pela população: o hospital regional. As aeronaves comerciais levaram um tempo bem menor, quase sete anos. Já o hospital já se vai mais de uma década. Claro que a complexidade, em todos os sentidos, para colocar a unidade de saúde para funcionar  é um agravante que precisa ser considerado, mas jamais pode justificar, caso não seja entregue na gestão de Romeu Zema (Novo). Afinal, ele prometeu aos políticos                                    que representam a região e a população das cidades que serão assistidas, em encontros presenciais. Além do mais, o dinheiro — oriundo de multas aplicadas na Vale pela tragédia em Brumadinho — já está na conta. Sem falar nas constantes cobranças, feitas inclusive, pelo prefeito Gleidson Azevedo, do mesmo partido. A promessa é o primeiro semestre do ano que vem. Que seja cumprida. É o que todos esperam. 

Guerra sem fim 

As diversas ocorrências vistas antes e durante a partida entre Atlético e Flamengo, só confirmam que esses embates entre torcidas rivais estão longe de acabar. Os xingamentos, agressões físicas, muitas graves, e destruição de bens materiais seguem um caminho cada vez mais perigoso e que pode ser irreversível. Pois, nada que vem sendo feito, como afastamento, banimento de estádios e prisões, não parece assustar os criminosos infiltrados nas torcidas organizadas e nas comuns. A cada jogo, a cada encontro nas ruas, nas proximidades dos estádios, a guerra é declarada. Até quando? Situação que aliada às constantes malandragens no futebol, como resultados arranjados e ineficiência nas gestões dos clubes, está cada vez mais afastando e desgostando os “torcedores de verdade”. Ou seja, qualquer semelhança com a política, não é mera coincidência. 

Brigas generalizadas 

E a confusão não se restringiu a Belo Horizonte, local do jogo e cidades ao redor, como Contagem. Por aqui também, a situação saiu do controle. Se não fosse a Polícia Militar acionada por volta das 18h, uma tragédia poderia ter sido registrada em Carmo do Cajuru, onde ocorreu briga generalizada nas proximidades da Praça da Bíblia, no Centro da cidade, logo depois do jogo entre Atlético e Flamengo. Mesmo alguns torcedores se dispersando com a chegada das viaturas alguns permaneceram no local. Foi preciso reforço policial para conter uma nova confusão envolvendo torcedores da "Máfia Azul". Foi preciso o uso de instrumentos como bastões de madeira e spray de pimenta, a fim de dispersar os envolvidos. E não parou por aí, novo atrito recomeçou na Praça da Bíblia, quando a PM precisou fazer o uso de disparos de elastômero e outros recursos de controle para dispersar os participantes. Momento em que finalmente, os baderneiros tomaram rumo. Atitude lamentável e desnecessária que tiraram viaturas de outras demandas da população.

Privatização das escolas 

Um assunto importante e que gera inúmeras críticas.  Foi tema de um debate público ontem na ALMG: a privatização das escolas da rede estadual. Realizado pela Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia discutiu  os impactos para a “comunidade escolar” em duas mesas de discussão. A primeira recebeu quatro expositores, entre eles a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná — um dos estados que conta com um programa de privatização das escolas — Walkiria Mazeto. A segunda apresentou um balanço dos processos de privatização na rede estadual de educação que estão em curso. Participaram especialistas do Somar — um projeto do governo Zema que visa à gestão compartilhada de algumas escolas estaduais e que tem previsão de ser ampliado em 2025. Pauta que gera divergências, exige muita cautela nas análises e, que, certamente vai levar muito tempo para se chegar a um denominador comum. 

Não precisa ser o PL 

Foi a afirmação do presidente do partido em Minas Gerais, deputado Domingos Sávio, sobre um nome para disputar o governo de Minas em 2026. Isso depois de ser questionado pela Rádio Itatiaia em relação ao deputado federal mais votado do Brasil em 2022, Nikolas Ferreira, mesma sigla, como possível candidato. Sávio disse que não está confirmado ninguém ainda, elogiou o ex-vereador, mas não cravou que será ele o candidato. O deputado que representa Divinópolis, onde iniciou sua carreira política,  defende uma frente ampla entre partidos mais moderados da centro-direita e direita tradicional na disputa pelo governo de Minas. Na sua avaliação, o PL não precisa ser necessariamente a cabeça de chapa na corrida pelo Palácio Tiradentes. Isso significa que o senador Cleitinho Azevedo seria essa cabeça? Vale lembrar que, por enquanto, ele é o nome mais cotado. Além disso, é do Republicanos e já afirmou que não pretende trocar de partido. 

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