Inauguração da galeria do “Arte nas Águas de Minas” é nesta quarta

Lucas Maciel
Na busca pela valorização da água, da arte e da cultura local, Divinópolis está recebendo a primeira etapa do projeto “Artes nas Águas de Minas”. A iniciativa é promovida pelo Ministério da Cultura, Copasa e Associação Pró-Cultura e Promoção das Artes (Appa – Cultura & Patrimônio), e viabilizada pelo governo federal, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.
— O projeto busca dialogar a arte urbana contemporânea com a questão da preservação ambiental. No caso, o nosso maior bem é a água, que é o tema do projeto e o que os artistas vão se inspirar para realizar os murais — explicou Leila Verçosa, produtora da Appa.
Ao Agora, o gerente regional da Copasa em Divinópolis, Madson Brandão, refletiu sobre a importância da atividade na cidade.
— A Copasa, além da questão do saneamento, tem também este lado social. Então, o projeto incentiva a cultura e também valoriza a água, já que todas as obras que estão sendo feitas têm este vínculo com a preservação do meio ambiente — disse Madson.
Arte nas águas de Minas
Ao todo, o projeto promoverá a produção de 18 obras de arte urbana em reservatórios da Copasa de seis cidades do interior do estado. A etapa em Divinópolis é a primeira e teve início na última quinta-feira, 28. O encerramento está programado para amanhã, 6, com o lançamento da galeria aberta no reservatório, que fica na rua Doutor Francisco Salomé, 708, no bairro Interlagos.
Os trabalhos, que em sua maioria seguem a estética do muralismo e do graffiti, terão como temática principal a água. O objetivo, além de levar artistas convidados que são conhecidos nacionalmente, é também incentivar a cultura local. Por isso, 12 artistas locais também participarão de todo o projeto - dois por cidades - que foram escolhidos através de um edital.
A previsão é de que o projeto se estenda até março de 2025.
Artistas
Em Divinópolis, a conhecida dupla “Bicicleta sem Freio”, formada por Douglas de Castro e Renato Reno, de Goiânia-GO, foi a escolhida para iniciar as atividades. Os artistas trabalham juntos desde 2005 e têm murais pelos quatro cantos do planeta, com destaque para países como Índia, Estados Unidos, Espanha, Israel, além, claro, de diversas cidades brasileiras.
Junto com eles, o divinopolitano William Pinguim foi selecionado ao lado da artista, Mika Ribeiro, para atuarem no projeto. “Pinguim” destacou a importância de artistas da região estarem envolvidos nestas atividades.
— Um projeto como este, além de toda essa importância da valorização da água, que é tão importante para Minas Gerais, também é fundamental para nós artistas e incentiva a arte local — salientou o artista.
Ao lado de Mika, os dois realizaram uma obra que demonstrou a importância da água para a região.
— Pensando no tema do projeto, a Mika, que é de Itapecerica, trouxe o rio Itapecerica e eu o encontro deste rio com o Pará, que faz parte da Grande Bacia do rio São Francisco. Quis trazer também os buritizeiros, representando essa conexão com a água e exemplificando esse ‘plantar a água’, para que possamos ter por muito tempo — concluiu Pinguim.
Oficina
Uma das atividades programadas para as ações do projeto na cidade foi uma oficina. Na oportunidade, alunos do 8º ao 3º ano do ensino médio da Escola Estadual Lauro Epifânio, tiveram a chance de realizar uma oficina com Pinguim e Mika.
Os estudantes puderam conhecer um pouco mais dos estilos utilizados nas obras e pintar alguns murais, que estão em frente a escola.
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