Jornalista Walter Gruen morre aos 75 anos

O jornalista Walter Cardoso Gruen morreu neste domingo, dia 4, em Divinópolis. O sepultamento ocorreu às 16 horas, no Cemitério Parque da Colina. Gruen faleceu em decorrência de complicações da diabetes.
O jornalista era um dos mais conhecidos da cidade, com passagens por diversos veículos, incluindo o Jornal Agora. Atuou ainda em rádio e TV.
A diretora de jornalismo do Agora, Sonia Terra, esteve no velório e lamenta a perda.
– Walter foi colaborador e amigo. Era uma figura emblemática, que abordava com propriedade o que chamava de síndrome da incompetência generalizada e falência múltipla dos órgãos públicos – comenta.
Confira o depoimento do diretor responsável pelo Agora, Pedro Magalhães de Faria, a respeito de Gruen:
Conheci Walter na FADOM, ele vendendo livros de Direito, da forma mais desordenada possível, enquanto nós, estudantes, comprávamos tudo o que ele podia vender, à vista com desconto, e a prazo sem nada anotar. Levou muitos canos, pois o seu negócio era lucrativo e, como nunca foi organizado, ele nunca se lembrava dos valores devidos. “Paga aí o quanto você acha que é”, dizia sempre alegre e falante.
O tempo passou e Walter Gruen, além de vender livros, formou-se e acabou exercendo a profissão por aqui e em qualquer lugar que fosse possível. Depois de alguns problemas, resolveu que o seu negócio não era ser advogado e, sim, jornalista e “opinador”, por isso estava sempre em rádios, TV e nos diversos jornais em que teve oportunidade de mostrar a sua sapiência, quer no campo político ou no que ele mais gostava, o econômico.
Parece que o escriba, que nos deixou hoje, nunca teve a carteira assinada por qualquer órgão da imprensa, pois, além de nenhuma vaidade, não possuía o dom da pontualidade, o que sempre foi vital na informação.
Sábio, lia e estudava muito, falava com perfeição e escrevia muito bem. Além de colunista, foi dono de jornal impresso e on-line, e as portas das redações sempre estiveram abertas para ele.
Demorou, mas deixou de beber, seu principal problema com os patrões, mas não parou de fumar e a diabetes lhe foi fatal. Morreu aos 75 anos, mas deixou muitas saudades no meio jornalístico, pois sempre foi espirituoso e brincalhão, com um viés de autoritarismo. Adorava os militares e sempre achou que só com eles o Brasil encontraria o seu caminho. Morreu pensando assim.
Leia também
Consciência ambiental impulsiona vendas
Sebrae vai inaugurar unidade descentralizada
Esperança de vida dos brasileiros aumentou para 75,5 anos
Estudos comprovam efeitos benéficos das árvores contra a poeira urbana
Jornalista morre por complicações médicas
Caminhão se abre e carga de cerveja cai na Rua Goiás
Mais recentes
Do nosso arquivo
Veja tudo o que publicamos em dezembro de 2016
Comentários
Participe da conversa — todos os comentários passam por moderação.
Carregando comentários…



