Carregando clima…
Polícia

Justiça manda examinar sanidade mental de acusada de matar casal de idosos em BH

Perícia vai apurar se diarista tinha condições de entender seus atos no dia do crime

Por Éric Matos · Redação· 2 min de leitura
Justiça manda examinar sanidade mental de acusada de matar casal de idosos em BH

A Justiça determinou a instauração de incidente de insanidade mental de Paola Stefany Neto Cirino, diarista acusada de matar um casal de idosos no bairro São Pedro, em Belo Horizonte, no fim de junho, nesta terça-feira, 18. A medida foi assinada pelo juiz Alexandre Magno de Resende Oliveira, da 2ª Vara Criminal da capital mineira.

Com a decisão, Paola será submetida a exames para verificar se possuía, à época do crime, capacidade mental de compreender seus atos. O processo criminal fica suspenso até a conclusão da perícia.

Dúvida sobre saúde mental

Na decisão, o magistrado apontou dúvidas sobre o equilíbrio mental da ré. O juiz também levou em conta relatos de familiares sobre um histórico de instabilidade emocional, incluindo atendimentos psiquiátricos de urgência em duas unidades de saúde. Segundo o magistrado, pesou ainda o fato de a própria acusada ter alegado ter agido em surto psicótico, somado à comprovação de uso contínuo de medicação controlada e à juntada de prontuários médicos ao processo.

O que diz a defesa

Em nota, o advogado Bruno Corrêa afirmou que a perícia é fundamental para esclarecer, de forma técnica, a capacidade de Paola de compreender seus atos no momento do crime. Segundo ele, a Justiça determinou prioridade no agendamento do exame, já que a diarista está presa. A defesa afirmou receber a decisão "com serenidade e confiança" e reforçou aguardar as conclusões dos peritos antes de qualquer análise sobre responsabilidade da ré.

O incidente de insanidade mental é previsto no Código de Processo Penal e serve para verificar dúvidas sobre a integridade mental de um acusado. Pode ser solicitado pela defesa, pelo Ministério Público, pela polícia ou determinado de ofício pelo juiz. Caso a perícia conclua pela inimputabilidade, o acusado pode ser absolvido impropriamente e encaminhado a tratamento, em vez de cumprir pena.

Relembre o crime

A diarista teria aproveitado o primeiro dia de trabalho na casa do casal para furtar joias e outros objetos de valor, usando um medicamento para dopar as vítimas, segundo a Polícia Civil de Minas Gerais. Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, foi atacado primeiro e reagiu, sendo esfaqueado. Sua esposa, Maria Clotilde, de 76, tentou se defender na sala e também foi golpeada. Perícias apontaram lesões de defesa nos corpos de ambos.

A faca usada no crime pertencia ao próprio apartamento e foi limpa e guardada pela suspeita após os assassinatos. Parte dos objetos furtados foi descartada em uma caçamba de entulho. Os corpos foram encontrados pelo filho do casal em 30 de junho.

Paola se hospedou em um hotel na Savassi, na capital mineira, acompanhada do filho de 6 anos, depois do crime. No dia seguinte, seguiu para Itabira, onde foi localizada e presa. Segundo a polícia, o plano inicial era fugir para o Espírito Santo, mas ela desistiu por medo de ser reconhecida.

Compartilhe:WhatsAppFacebookTwitter

Leia também

Mais recentes

Comentários

Participe da conversa — todos os comentários passam por moderação.

Carregando comentários…