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Política

Maioria dos deputados mineiros votou a favor de aumento do Fundo Partidário 

Maioria dos deputados mineiros votou a favor de aumento do Fundo Partidário 

Da Redação

Os partidos garantiram mais R$ 164,8 milhões após o Congresso derrubar o veto do presidente Lula (PT) no reajuste. Com isso, o Fundo Partidário terá um acréscimo e deve subir de R$ 1,2 bilhão para R$ 1,368 bilhão. 

Dos 53 deputados federais mineiros, 12 votaram para manter o veto do presidente (contra o reajuste), 36 para derrubar ( o que aconteceu) e quatro registraram abstenção ou votaram em branco.

Siglas

A sigla mais favorecida é o PL, sigla com mais representantes no Congresso. O partido receberá R$ 23,8 milhões a mais do que no ano anterior. Em seguida, o PT terá um acréscimo de R$ 18,8 milhões. 

Confira como fica a situação dos quatro maiores partidos:

PL: 170,3 milhões para 194,1 mi;

PT: 134,4 mi para 153,2 mi;

União: 107,3 mi para 122,3 mi;

PP: 90,3 mi para 103 mi;

Republicanos: 82,3 mi para 93,8 mi.

Contra

O Executivo buscava reajuste do valor pela inflação retroativo a 2023, no entanto os deputados defenderam que a correção acontecesse desde 2016. Ao vetar, Lula argumentou que a mudança compromete o regime de responsabilidade fiscal, podendo reduzir o orçamento da Justiça Eleitoral. 

A própria consultoria de Orçamento do Congresso apontou que o impacto de R$ 168 milhões representa uma “ampliação desproporcional da despesa com o Fundo Partidário”, comprometendo o orçamento.

Em votação na semana passada, os deputados derrubaram o veto. 

Votaram para manter o veto (contra o aumento):

Ana Pimentel (PT)

Célia Xakriabá (Psol)

Dandara (PT)

Duda Salabert (PDT)

Leonardo Monteiro (PT)

Miguel Ângelo (PT)

Odair Cunha (PT)

Padre João (PT)

Patrus Ananias (PT)

Paulo Guedes (PT)

Reginaldo Lopes (PT)

Rogério Correia (PT)

Votaram para derrubar o veto (a favor do aumento):

Ana Paula Leão (PP)

André Janones (Avante)

Aécio Neves (PSDB)

Bruno Farias (Avante)

Delegada Ione (Avante)

Delegado Marcelo Freitas (União)

Diego Andrade (PSD)

Dimas Fabiano (PP)

Domingos Sávio (PL)

Dr. Frederico (PRD)

Emidinho Madeira (PL)

Eros Biondini (PL)

Fred Costa (PRD)

Gilberto Abramo (Republicanos)

Hercílio Coelho Diniz (MDB)

Igor Timo (PSD)

Junio Amaral (PL)

Katia Dias (Republicanos)

Lafayette de Andrada (Republicanos)

Lincoln Portela (PL)

Luis Tibé (Avante)

Luiz Fernando Faria (PSD)

Marcelo Álvaro Antônio (PL)

Mauricio do Vôlei (PL)

Misael Varella (PSD)

Mário Heringer (PDT)

Nely Aquino (Podemos)

Newton Cardoso Jr (MDB)

Nikolas Ferreira (PL)

Paulo Abi-Ackel (PSDB)

Pinheirinho (PP)

Rafael Simoes (União)

Rodrigo de Castro (União)

Rosângela Reis (PL)

Samuel Viana (Republicanos)

Zé Vitor (PL)

Abstenção ou branco:

Greyce Elias (Avante) – Branco

Pedro Aihara (PRD) – Abstenção

Weliton Prado (Solidariedade) – Branco

Zé Silva (Solidariedade) – Branco

Diferenças

O Fundo Partidário é distribuído anualmente aos partidos para a manutenção de suas atividades cotidianas —luz, água, aluguel, passagens aéreas e salários de funcionários. Já o Fundo Eleitoral, que no ano passado teve o valor histórico de R$ 4,9 bilhões, é repassado apenas em anos eleitorais para o custeio das campanhas. O FE foi criado em 2017 em resposta ao Supremo Tribunal Federal (STF), que em 2015 proibiu a doação de pessoas jurídicas. 

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