Marginais estão levando a melhor

Batendo Bola
José Carlos de Oliveira
Quando o Ministério Público proíbe a entrada de determinado grupo de torcedores nos estádios de futebol, decretando que os clássicos deverão ter torcida única, seja aonde for, no Rio de Janeiro ou na conchichina, ele está é assinando um atestado de incompetência, declarando a falência dos órgãos públicos, que deveriam ter por obrigação era o dever de zelar pela segurança de todos, sem exceção.
Mas, não é assim que pensam e agem determinadas autoridades. Escudados no lema de quanto pior, melhor, os homens usam a violência de determinados grupos de marginais, travestidos de torcedores, como pretexto para nada fazer.
Optam pela solução mais fácil, que nunca irá resolver o problema, quando deveriam era fazer o contrário, arregaçar as mangas e trabalhar bem e melhor para banir de vez dos campos de futebol os marginais, aqueles que se escondem na multidão para aprontar das suas, certos que estão da impunidade.
Esta é a única e grande verdade: torcida única não é e nunca será a solução. Querem resolver o problema da violência nos estádios? Façam cumprir as leis e coloquem os marginais no lugar que é seu por direito: atrás das grades.
Estão punindo a quem?
Quando escolhem o caminho mais cômodo, proibindo uma das torcidas de ir aos jogos, as autoridades nada mais fazem que concordar com o desejo dos marginais, que não tem outro objetivo que não o de levar o caos e a desordem aos estádios, tornando os locais seus campos de lazer e batalhas particulares.
E o pior de toda esta história maluca, é ver que as autoridades acreditam realmente que estão tomando a melhor decisão ao proibir o verdadeiro torcedor de ir aos jogos, quando deveria ser justamente o contrário. Deveriam era ter vergonha de serem incapazes de garantir segurança às pessoas de bem.
Quando fazem o jogo dos marginais e proíbem torcedores de comparecerem aos clássicos, quem as autoridades acham que estão punindo? Os torcedores ou os marginais?
A resposta é tão óbvia que devemos é sentir vergonha de morar num País onde o sistema está falido, não é capaz de cumprir uma de suas obrigações mais básicas, que é a de garantir segurança a toda a comunidade.
Quando o assunto toma a proporção que está tomando agora, colocando em risco a realização de fases finais do Campeonato Carioca, é uma excelente oportunidade para os governantes colocarem a violência nos estádios de futebol entre as prioridades do dia. Se assim fizerem, verão que a solução é bem simples que imaginam. Basta que façam cumprir as leis que já existem no Brasil e dêem a cada um o justo pagamento por seus atos. Aos marginais, travestidos de torcedores ou não, as celas dos presídios, e aos demais o direito de ir e vir aonde e quando bem quiserem e entenderem.
Se um pai quer levar seu filho para assistir um clássico é um direito seu. As autoridades têm é que cumprir com o papel que lhes compete, lhes dando segurança para tal.
Este é o ponto, o resto é apenas o resto.
MANGUEIRAS BRASIL
A demissão do Micale
Poucos meses depois de dar ao Brasil o seu primeiro ouro olímpico, nas olimpíadas do Rio de Janeiro, o técnico Rogério Micale levou o pé na bunda da diretoria da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). E a culpa é exclusivamente dele.
Que as cobranças seriam menores depois da conquista? Se enganou quanto a isso e agora foi parar no olho da rua. Simples assim.
E tem muito mais ainda. Espero que ele e todos os demais treinadores que assumam daqui para frente
á seleções de base do Brasil, tenham aprendido a lição. E foram muitos os exemplos do que não fazer que foram dados pelo Micale.
Semana é do vôlei
Com dois clubes de Minas Gerais representando o Brasil, a cidade de Montes Claros está recebendo esta semana o Campeonato Sul-americano de Vôlei masculino. E se tudo ocorrer dentro de uma normalidade, na grande final de sábado estarão os donos da casa e o multicampeão Sada Cruzeiro, que foi para mais um torneio como o grande favorito.
E olha que este torneio de 2017 tem um interesse maior para os celestes. Atual campeão do mundo, o time estrelado luta pela vaga no Mundial, que este ano será realizado no Japão e terá a presença de apenas um clube da América do Sul. A receita então é uma só, é buscar o título no sábado ou dar adeus a mais um Mundial.
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