Nova avenida?

Sendo Galileu o prefeito, tudo passa a ser possível, porque ele decide, na maioria das vezes, apenas conversando com um ou outro auxiliar da área. Não faz reuniões e nem discute. Pode, tem jeito, então será feito. O dinheiro, a gente vê depois do projeto pronto. Esse é o novo estilo de administração municipal, onde o alcaide decide sem medo de errar, e se errar, não fica arrependido, pois afinal, tentou.
Pois é...
A “nova avenida” foi anunciada ontem neste Diário, através da Coluna de Sonia Terra, informando que ela começaria em frente ao Bento Meni, em um terreno de propriedade da Ciafal, e iria desembocar no Centro Industrial. Construída em mão dupla, resolveria o maior problema da cidade em relação ao trânsito, que é a saída do Centro Industrial, onde as filas de carro em alguns horários deixam loucos os motoristas. O interessante do projeto, é que os proprietários do terreno já autorizaram e não haverá custos com desapropriações, e nem interferência da Nascentes, já que a nova avenida desembocará na avenida Magalhães Pinto, que antes, naquele trecho já foi a rodovia MG-050. Poderá ser a primeira grande obra de Galileu, ainda no seu primeiro ano de mandato.
E por falar...
...no prefeito Galileu Machado, mais uma vez ele foi confirmado prefeito e daqui pra frente, provavelmente nada o atormentará mais. Seus adversários, que tinham alguma esperança de uma nova eleição ser marcada, já a perderam totalmente. Bola pra frente, e que as dificuldades de hoje, se transformem em facilidades amanhã. O entusiasmo tem crescido por todos os cantos de Divinópolis.
E por quê?
Porque os comentários pobres, vigorosos e intransigentes contra a administração passada de Vladimir Azevedo, sumiram das redes sociais, e ninguém ousou falar de Galileu. Assim, a paz voltou e o resultado, é que com ele até parece que o Brasil influenciou. As taxas de juros caíram, a inflação está despencando, o dólar tem viés de baixa e a crença de que algo de bom possa acontecer, só tem aumentado. O comércio ainda não vai bem das pernas, mas não está demitindo, o que já é uma boa notícia, enquanto se nota algumas boas lojas sendo abertas. Pelo jeito, tem gente confiando bastante nos próximos meses.
E a indústria?
Polo fenomenal da indústria guseira a partir dos anos 50, Divinópolis viu escoar pelos ralos desenvolvimentistas, o manancial criado por Jovelino Rabelo. Hoje, ao que parece, nenhuma siderurgia está em funcionamento, e se resta alguma, é porque está cumprindo contratos antigos. Por outro lado, a melhora do preço do aço no exterior, como também do petróleo, desativou a vontade da Gerdau de fechar suas portas em Divinópolis. Se fechasse, na verdade seria uma perda moral, já que financeiramente para a cidade, hoje a empresa que já se chamou Companhia Siderúrgica Pains, já não é mais aquela. Poucos empregos, e lucros escassos para o erário público.
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