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Cultura

Monólogo premiado “Homem-Bomba” volta a Divinópolis no Teatro Gravatá

Por Bruno
Monólogo premiado “Homem-Bomba” volta a Divinópolis no Teatro Gravatá

Da Redação 

O teatro como ponto de encontro. De ideias, de emoções, de histórias que se entrelaçam com a realidade de quem assiste. É com esse espírito que o monólogo Homem-Bomba, com texto de Cynthia Paulino e estrelado e dirigido por Luiz Arthur, retornou a Divinópolis nesta quinta, 10, às 20h, no Teatro Gravatá. A entrada exigiu apenas 1kg de alimento não perecível.

Público 

O espetáculo, que estreou em 2022 e desde então coleciona prêmios e aplausos por onde passa, voltou à cidade onde já emocionou o público em 2023. 

— Tenho um carinho imenso por Divinópolis. Da última vez, fomos surpreendidos com um público generoso, vibrante e muito presente — inclusive com companhias de teatro locais e artistas da cidade — disse Luiz Arthur.

Homem-Bomba não é só um título provocativo. É um mergulho nas angústias, memórias e explosões internas de um personagem que reflete o humano em sua essência mais crua. A peça já percorreu cidades como Poços de Caldas, Muriaé, Congonhas, Sete Lagoas, São Gonçalo do Rio Abaixo e Uberlândia, arrebatando plateias com sua potência dramática e sensibilidade artística. Em todas elas, o teatro mostrou sua força como ferramenta de conexão real com o público. 

— O teatro mexe com a gente de um jeito que só ele consegue. Cada cidade tem nos mostrado isso com intensidade. Ver os olhos marejados, os silêncios atentos, os aplausos emocionados… é pra isso que fazemos arte —compartilha Luiz.

Sobre a peça

Com inspiração no romance “O Estranho Caso do Dr. Jekyll e Sr. Hyde”, popularizado como ‘O Médico e o Monstro’, do britânico Robert Louis, “Homem-Bomba” apresenta um protagonista que mergulha nas contradições do ser humano. "O monstro não é um ser distante de nós. Ele nos habita, e cabe a cada um cuidar, compreender e educar a sua própria sombra", reflete Luiz Arthur. Em cena, essa dualidade se materializa em uma figura que mistura traços de açougueiro, cientista e algoz de si mesmo, em um espaço reduzido de 2m², evocando um ambiente claustrofóbico e visceral.

A montagem se destaca, também, pelo rigor dramatúrgico e pela riqueza de referências, que vão de Aldous Huxley e Shakespeare a Carl Jung, Kafka e Beckett. "A trilha sonora também é uma viagem surpreendente, com Beethoven, Aretha Franklin e até um trecho de Pagliacci no gogó", comenta o ator.

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A Cemig é a maior incentivadora de cultura em Minas Gerais e uma das maiores do país. Ao longo de sua história, a empresa reforça o seu compromisso em apoiar as expressões artísticas existentes no estado, de maneira a abraçar a cultura do estado em toda a sua diversidade. Além de fortalecer e potencializar as diferentes formas de produção artística, se apresenta, também, como uma das grandes responsáveis por atuar na preservação do patrimônio material e imaterial, da memória e da identidade do povo mineiro.

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