Morte de detento após tumulto no Presídio Floramar será investigada pela Polícia Civil

Lucas Maciel
A morte de um detento de 37 anos após uma ocorrência registrada no Presídio Floramar, em Divinópolis, será investigada pela Polícia Civil. O caso aconteceu na tarde de domingo, 31, durante o horário de visitas da unidade prisional e gerou grande repercussão nas redes sociais, onde circularam informações sobre uma suposta rebelião.
Inicialmente, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) negou que houvesse ocorrido uma rebelião e informou ao Agora que a situação foi rapidamente controlada pelos policiais penais. Horas depois, a própria secretaria confirmou a morte do preso envolvido na ocorrência.
Posicionamento
De acordo com a versão oficial, a confusão começou durante as visitas em um dos pavilhões da unidade. Segundo a Sejusp, policiais penais perceberam quando um visitante lançou uma sacola do pátio para o interior de uma cela. Diante da situação, os servidores entraram no local e flagraram um detento tentando engolir o material que havia recebido.
— Ao mesmo tempo, detentos e visitantes iniciaram uma subversão da ordem, lançando água, alimentos e objetos nos policiais penais — informou a Sejusp em nota encaminhada ao Agora.
A situação mobilizou equipes da unidade e também a Polícia Militar, acionada para apoio na área externa do presídio.
Rumores de rebelião
Ainda durante a tarde de domingo, visitantes que estavam na porta da unidade e informações divulgadas nas redes sociais passaram a relatar a ocorrência como uma rebelião.
Vídeos e mensagens compartilhados por aplicativos mostravam movimentação de viaturas e visitantes deixando o local.
Em nota enviada ao Agora ainda no domingo, a Sejusp negou qualquer alteração mais grave dentro da unidade.
— Dentro do presídio, a situação está controlada e sem intercorrências. A unidade segue sua rotina normalmente — informou a pasta.
Morte do detento
Um dia depois, a secretaria confirmou que o detento envolvido na ocorrência morreu após passar mal.
Segundo a versão oficial, policiais encontraram com ele buchas de substância semelhante à cocaína. Havia ainda a suspeita de que ele tivesse ingerido outras porções da mesma substância.Após a abordagem, o preso foi encaminhado para uma cela de triagem.
De acordo com a Sejusp, foi nesse momento que ele começou a apresentar problemas de saúde.
— No local, Marcos sentiu-se mal e foi prontamente atendido pela equipe de saúde do presídio. Entretanto, diante da evolução do quadro, o Samu foi acionado. Apesar de todos os procedimentos realizados pelos profissionais, o preso foi a óbito — informou a secretaria.
A causa da morte ainda deverá ser esclarecida durante as investigações.
Visitantes contestam versão
Enquanto a Sejusp atribui o quadro clínico à possível ingestão da substância apreendida, familiares e pessoas que estiveram na porta da unidade apresentaram uma versão diferente.
Segundo relatos compartilhados nas redes sociais e em grupos de mensagens, o detento teria sido agredido por policiais penais durante a ocorrência.
Até o fechamento desta edição, às 12h de ontem, não havia confirmação oficial sobre essa versão.
A Polícia Civil ficará responsável por apurar todas as circunstâncias do caso, incluindo a dinâmica da ocorrência, a causa da morte e as alegações apresentadas por familiares.
Histórico prisional
Conforme informações da Sejusp, o detento estava custodiado no Presídio Floramar desde 13 de julho de 2025.
A secretaria informou ainda que ele possuía passagens pelo sistema prisional desde abril de 2008.
O nome dele passou a ser amplamente citado nas redes sociais após a confirmação da morte, aumentando a repercussão do caso em Divinópolis.
Investigação
A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública informou que a apuração criminal ficará a cargo da Polícia Civil.
A expectativa é que exames periciais, laudos médicos e depoimentos de servidores, visitantes e detentos ajudem a esclarecer o que ocorreu durante a ocorrência registrada no domingo.
O caso segue sob investigação e, até o fechamento desta edição, não houve divulgação oficial sobre a causa definitiva da morte do preso.
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