MPMG solicita manutenção da escolta policial à deputada Andréia de Jesus

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), enviou, nesta semana, ofícios à Polícia Militar e à Assembleia Legislativa de Minas Gerais solicitando a manutenção da escolta policial à deputada estadual Andréia de Jesus. O MPMG emitiu os documentos após analisar representação firmada pela deputada, em 17 de março, na Procuradoria-Geral de Justiça, em que ela comunica a retirada da escolta fornecida pela Polícia Militar, sob o argumento de que não mais subsistiriam indicadores de risco à sua integridade física.
O MPMG entende que, por não terem sido concluídas as investigações relativas aos REDS que deram fundamento ao início da escolta - referentes a ameaças sofridas pela deputada após o episódio ocorrido na cidade de Varginha (REDS nº 2021-053130608-001) – e por também estarem em andamento os trabalhos para apurar novas ameaças sofridas por Andréia de Jesus, a retirada da escolta seja prematura.
O órgão acrescenta, como base para sua atuação neste caso, estarem também em andamento 27 expedientes investigativos, versando sobre crimes de ameaças, injúria racial/racismo, crimes contra a honra e outros, que tem como vítima a referida parlamentar, que tramitam perante a Polícia Civil de Minas Gerais e são acompanhados por meio de Procedimento de Apoio à Atividade Fim (PAAF) pela Coordenadoria Estadual de Combate aos Crimes Cibernéticos (Coeciber), do MPMG.
Dessa forma, o MPMG pleiteou à Polícia Militar e à Assembleia Legislativa que sejam envidados esforços para a manutenção da escolta, até o desfecho das investigações já iniciadas, sem prejuízo de outras providências necessárias à manutenção da integridade física da parlamentar.
Assinam os ofícios o procurador-geral de Justiça, Jarbas Soares Júnior; e os promotores de Justiça Francisco Angelo Silva Assis, coordenador do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Defesa dos Direitos Humanos e Apoio Comunitário; Allender Barreto Lima da Silva, coordenador estadual de Combate ao Racismo e todas as outras formas de discriminação; e Vanessa Fusco Nogueira Simões, coordenadora do Gabinete de Segurança e Inteligência do MPMG.
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