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Novos hipertensos: 12 por 8 passa a ser considerada pressão alta

Novos hipertensos: 12 por 8 passa a ser considerada pressão alta

Da Redação 

A segunda causa básica de morte mais frequente no Brasil, sofre mudança significativa: a hipertensão. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia(SBC), cerca de 300 mil pessoas morrem todo ano de doenças cardiovasculares. Especialistas indicam que pessoas com pressão arterial diária de 12 por 8 já são consideradas hipertensas. 

A nova medida serve para simplificar os termos médicos e intensificar o tratamento em estágios iniciais, para que a pressão arterial fique dentro da meta, especialmente entre pessoas com risco aumentado de doenças cardiovasculares

A nova categoria reconhece  também que as pessoas não passam a ser hipertensas do dia para noite, que há uma mudança gradual e constante da pressão arterial ao longo dos anos. Principalmente, entre os grupos com maiores risco de desenvolver problemas cardiovasculares. Assim, eles poderiam se beneficiar de um tratamento intenso antes que a pressão arterial atinja o limite tradicional da hipertensão.  

Prevenção 

No entanto, conforme especialistas,  é necessário entender que a medida é adotada como preventiva e que nem sempre será preciso medicação controlada em todas as pessoas que apresentarem pressão arterial de 12/8. O diretor científico da Regional Centro-Oeste Mineira de Cardiologia e diretor de comunicação da Sociedade Mineira de Cardiologia, Raldner Borges, explica que são casos e casos, há diferença entre quem tem pressão 12 por 8 e faz exercícios e cuida da saúde, entre grupos de risco. 

—Recomendações de tratamento medicamentoso para os grupos específicos: gestantes: recomendado se PA maior ou igual a 140x90 mmHg.
Diabéticos: se PA maior ou igual a 140 90 mmHg. Doença renal crônica: se PA maior ou igual a 130X80 mmHg. Ressalto que o médico deverá individualizar o tratamento, valorizar o papel da equipe multidisciplinar, explicar ao paciente o que é hipertensão, objetivos e metas do tratamento e os riscos da não adesão— explica o especialista

Hipertensão

A hipertensão arterial, também conhecida como pressão alta, é uma doença silenciosa que afeta cerca de 1,2 bilhões de pessoas em todo o mundo e  30 milhões de brasileiros. 

De acordo com a Prefeitura, 34.035 mil pessoas são cadastradas como hipertensas, cerca de 16% da população de Divinópolis. 

Segundo a SBC, a condição é responsável por quase 50% das mortes por doenças cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC). Anualmente, 300 mil brasileiros perdem a vida por complicações decorrentes da pressão alta.

Com objetivo de reduzir os riscos e identificar a doença precoce, foram alterados os critérios de diagnóstico. Assim, pessoas com histórico genético, sedentárias ou com pressão diária de 12 por 8 passam a ser consideradas hipertensas. 

Até setembro, os quadros de hipertensão eram classificados em seis categorias: 

ótimo (abaixo de 120 por 80 mmHg), normal (entre 120 por 80 e 129 por 84 mmHg), pré-hipertensão (entre 130 por 85 e 139 por 89 mmHg), hipertensão estágio 1 (entre 140 por 90 e 159 por 99 mmHg), hipertensão estágio 2 (entre 160 por 100 e 179 por 109 mmHg) e hipertensão estágio 3 (acima de 180 por 110 mmHg).

Com a nova medida as classificações se adaptaram em somente três categorias: 

Pressão arterial não elevada: abaixo de 120 por 70 milímetros de mercúrio (mmHg) - o popular "12 por 7".

Pressão arterial elevada: entre 120 por 70 mmHg e 139 por 89 mmHg (de 12 por 7 a "quase" 14 por 9).

Hipertensão arterial: maior que 140 por 90 mmHg (acima de 14 por 9).

Doenças cardiovasculares 

O aumento da pressão arterial é só a ponta do iceberg que ela pode desenvolver. O descontrole da pressão é o principal fator de risco por trás de infarto, AVC,  cegueira, insuficiência renal e até demência. 

Conforme a SBC, as doenças cardiovasculares são as que mais matam no Brasil, com uma média de a cada 90 segundos, uma pessoa morre por doenças cardiovasculares. Isso faz com que a hipertensão seja um dos principais alvos das políticas de saúde pública, já que seu controle é essencial para evitar essas tragédias silenciosas.

O diagnóstico e o tratamento precoces da pressão alta são fundamentais para prevenir esses quadros e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Além disso, segundo o Dr. Raldner, manter um estilo de vida saudável é indispensável para reduzir os números alarmantes associados às doenças do coração.

— Sempre é necessário estimular a perda de peso e de medidas, controle alimentar e atividade física aeróbica de moderada intensidade com duração de 150 minutos semanais —ressalta o cardiologista.

Medidas preventivas 

A adoção de uma vida física ativa e com hábitos saudáveis, é primordial para prevenção de diversas doenças. Além de evitar o uso de tabagismo e bebidas alcoólicas, reduzir o consumo de sal são as recomendações clássicas que os médicos em geral indicam.

No entanto, nesta nova descoberta, foram observadas duas novidades relevantes à população, como aumentar o consumo de alimentos ricos em potássio que, ao contrário do sódio encontrado no sal de cozinha, baixa a pressão. 

Exemplo de alimentos ricos em potássio: banana, tomate, beterraba, brócolis, abacate, feijão, aveia, quinoa e castanhas. 

Já a segunda medida é investir em treinamentos isométricos e de resistência de força, como os exercícios feitos na academia. Segundo a pesquisa da SBC, exercícios de força garantem uma resistência na massa muscular e consequentemente uma reação positiva nos vasos sanguíneos. 

Conforme o cardiologista, a hipertensão é uma doença crônica e que necessita assistência médica durante a vida toda. 

—A hipertensão é uma doença crônica e que necessita de abordagem precoce baseada em mudanças do estilo de vida e se indicado intervenção terapêutica farmacológica—reforça o cardiologista. 

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