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Cultura

“O Pequeno Rei”: curta de Divinópolis  é selecionado para festival na Índia

Por Bruno
“O Pequeno Rei”: curta de Divinópolis  é selecionado para festival na Índia

Da Redação

O curta-metragem “O Pequeno Rei”, lançado em 20 de novembro de 2024, foi selecionado para a edição de 2025 do Colors of Love – Queer Film Festival, com curadoria do FilmyBees Cine Club. O festival, que acontece anualmente em Mumbai — sede da indústria cinematográfica indiana, Bollywood — será realizado nos dias 21 e 22 de junho, como parte das celebrações do Mês do Orgulho LGBTQIAPN+.

A seleção representa um marco para a produção audiovisual de Divinópolis. O Festival recebeu mais de 250 inscrições de filmes de diversos países e escolheu apenas algumas produções para compor a programação deste ano.

Sinopse 

“O Pequeno Rei” apresenta a história de Maria, uma mulher transgênero com deficiência física, que desenvolve um vínculo profundo com seu sobrinho Zezinho. A narrativa gira em torno de um ritual mágico que Maria realiza anualmente, no qual transforma Zezinho em um rei de beleza incomparável. Mais do que um ato simbólico, o ritual se torna um momento de transmissão de valores essenciais como a autoconfiança, a espiritualidade e o respeito às diferenças. 

Com a seleção para o Colors of Love, “O Pequeno Rei” ganha projeção internacional e se insere em um contexto de festivais que celebram histórias de amor e identidade sob diversas formas. O FilmyBees Cine Club, responsável pela organização do festival, é um coletivo dedicado à realização de exibições mensais e festivais com foco na diversidade cinematográfica. 

Produção

A produção do filme também se destaca pela composição do elenco e da equipe técnica. No papel de Tia Maria, está a atriz Olívia Oli, reconhecida por seu trabalho como Drag Queen. A atuação de Olívia confere uma carga emocional marcante à personagem, explorando com sensibilidade os aspectos de força e ternura que permeiam a figura materna de Maria.

Além do protagonismo da diversidade na tela, o projeto também foi construído a partir de uma equipe diversificada, como eletricidade e construção civil participaram da produção, muitos deles atuando pela primeira vez no setor audiovisual. 

Biografia

O idealizador e diretor do curta, Rômulo Corrêa, é natural de Divinópolis e viveu por mais de três décadas na Alemanha. Sua trajetória artística teve início nas áreas de maquiagem e videomaker, com trabalhos voltados para cinema e moda. A transição para a direção foi impulsionada por seu desejo de explorar narrativas visuais capazes de expressar sentimentos e vivências que, segundo ele, vão além das palavras.

Corrêa também lançou em 2024, um documentário sobre os mistérios que envolvem o “Morro da Gurita”, local conhecido por suas lendas e simbolismos em Divinópolis. A produção foi bem recebida no circuito cultural local e reforçou seu interesse em investigar o imaginário coletivo da cidade natal por meio do cinema.

Mês do orgulho

O festival acontece justamente no mês de junho, reconhecido mundialmente como o Mês do Orgulho LGBTQIA+, dedicado à luta contra a homofobia e a transfobia. A escolha desse mês tem origem nos Estados Unidos e remete à Revolta de Stonewall, ocorrida em Nova York.

O bar Stonewall foi inaugurado em 1930 e reaberto em 1967 por mafiosos que enxergavam no público gay uma oportunidade de lucro. No entanto, o local não possuía licença para vender bebidas alcoólicas, o que motivava frequentes batidas policiais. Nessas ocasiões, agentes costumavam agir com violência contra os frequentadores do local.

Em 28 de junho de 1969, uma dessas ações resultou em uma rebelião que se estendeu por seis dias e marcou o início de uma mobilização mais organizada por direitos e espaços seguros para a comunidade. No ano seguinte, em 1970, aconteceu a primeira parada do orgulho LGBTQIAPN+ em Nova York. Desde então, o mês de junho passou a abrigar, em diversas partes do mundo, celebrações e manifestações em defesa da diversidade e dos direitos da população LGBTQIAPN+.

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