Operação 'Malversação' investiga suposto esquema de desvio de recursos públicos na UFLA
Prejuízo potencial estimado aos cofres públicos pode chegar a R$4 milhões

A Polícia Federal iniciou a Operação 'Malversação', que apura suposto esquema de desvio de recursos públicos na Universidade Federal de Lavras (UFLA). A ação foi deflagrada na manhã desta quinta-feira, 6, com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU), com agentes cumprindo 13 mandados de busca e apreensão nas cidades de Lavras (MG) e Campos do Jordão (SP), todos expedidos pela 1ª Vara Federal Criminal de Belo Horizonte.
Segundo a corporação, o alvo da investigação são contratos firmados pela universidade entre 2021 e 2022, voltados à aquisição de materiais de construção e outros insumos. Os indícios levantados apontam para fraudes em pregões eletrônicos, incluindo a emissão de notas fiscais que não correspondiam integralmente aos produtos de fato entregues à instituição. Mesmo assim, os pagamentos teriam sido efetuados normalmente com recursos públicos.
Nota
A UFLA, em nota informou que tomou conhecimento da operação e está analisando as informações disponíveis, afirmando que irá irá colaborar com as autoridades competentes no que for necessário para o esclarecimento dos fatos. — A UFLA reafirma seu compromisso com a legalidade, a transparência e a correta aplicação dos recursos públicos, não coadunando com quaisquer práticas que contrariem esses princípios — disse a instituição em nota.
As investigações também identificaram indícios do envolvimento de agentes públicos e particulares em possível esquema que incluiria o ateste irregular do recebimento de mercadorias, pagamentos indevidos e movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada de alguns dos investigados.
Rombo
O prejuízo potencial aos cofres públicos, segundo estimativa da Polícia Federal, pode chegar a R$ 4 milhões, valor que ainda pode sofrer alterações à medida que as apurações avançam. O nome escolhido para a operação, 'Malversação', remete ao emprego irregular ou à gestão indevida de recursos públicos, eixo central das investigações.
Ao todo, a ação mobiliza 56 policiais federais e seis servidores da CGU.
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