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Polícia

Operações da PF miram abuso infantil, apostas ilegais e tráfico de drogas

Por Bruno
Operações da PF miram abuso infantil, apostas ilegais e tráfico de drogas

Lucas Maciel 

O início da semana foi marcado por uma série de operações da Polícia Federal em diferentes regiões do país. Entre segunda-feira, 6, e terça-feira, 7, agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em investigações que envolvem crimes de abuso sexual infantil na internet, lavagem de dinheiro ligada a apostas ilegais e tráfico internacional de drogas por meio do Aeroporto Internacional de Guarulhos.

As ações ocorreram em vários estados brasileiros e reforçam o avanço de investigações voltadas ao combate de organizações criminosas que atuam tanto no ambiente virtual quanto em esquemas financeiros e de tráfico internacional.

Abuso sexual infantil

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira, 7, as operações Comércio do Mal VI e Inocência Protegida XIX, voltadas ao combate à comercialização, aquisição, armazenamento e compartilhamento de imagens de abuso sexual de crianças e adolescentes.

Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em Fortaleza (CE), expedidos pela Justiça Federal. Durante a operação, os policiais apreenderam celulares, computador e mídias de armazenamento, que serão submetidos à perícia.

Segundo a PF, a Operação Comércio do Mal VI teve origem em investigações conduzidas pelo Ministério Público de São Paulo. A apuração identificou que usuários brasileiros realizavam pagamentos em criptomoedas para adquirir material de abuso sexual infantojuvenil disponibilizado em ambiente virtual. A análise das transações permitiu identificar movimentações relacionadas ao Ceará.

Já a Operação Inocência Protegida XIX surgiu após a análise de equipamentos eletrônicos apreendidos em outra investigação. Os peritos encontraram grupos em um aplicativo utilizados para o compartilhamento de imagens de abuso sexual infantil, o que possibilitou identificar participantes em diferentes estados, incluindo um investigado localizado no Ceará.

Os envolvidos poderão responder pelos crimes de comercialização, aquisição, armazenamento e divulgação de material de abuso sexual de crianças e adolescentes, além de outros delitos que possam ser constatados durante o andamento das investigações.

Apostas ilegais

Já na segunda-feira, 6, a Polícia Federal deflagrou a Operação Véu de Maia para investigar um suposto esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas relacionado à exploração ilegal de apostas de quota fixa no Brasil.

As investigações tiveram início após informações repassadas por órgãos de controle financeiro e apontam a utilização de 87 empresas suspeitas de funcionar como intermediárias na movimentação de recursos de operadores irregulares de apostas.

De acordo com a PF, também é investigada a possível remessa ilegal de valores para o exterior por meio de criptomoedas.

Foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão, além de buscas pessoais, nas cidades de Goiânia e Aparecida de Goiânia (GO), São Paulo e Ribeirão Preto (SP), além de Porto Alegre e Canoas (RS).

Os investigados poderão responder por lavagem de dinheiro, evasão de divisas, organização criminosa e outros crimes que venham a ser identificados durante o inquérito.

Tráfico internacional

Outra frente de atuação da Polícia Federal nesta semana teve como alvo o tráfico internacional de cocaína.

As operações Além Mares e Kokainlieferung apuram a participação de funcionários terceirizados do Aeroporto Internacional de Guarulhos no envio de drogas para países da Europa.

As investigações tiveram origem após apreensões de cocaína realizadas anteriormente nos aeroportos de Lisboa, em Portugal, e Frankfurt, na Alemanha.

As ordens judiciais foram cumpridas no próprio aeroporto paulista.

Na Operação Além Mares, a Justiça Federal autorizou mandados de busca e apreensão e medidas cautelares contra três funcionários terceirizados suspeitos de envolvimento no esquema.

Já na Operação Kokainlieferung, as medidas foram direcionadas a um dos investigados, uma vez que os outros dois já se encontram presos por participação em operações anteriores relacionadas ao tráfico internacional.

Segundo a Polícia Federal, as investigações prosseguem para identificar outros possíveis envolvidos e esclarecer a atuação dos suspeitos no transporte da droga para o exterior.

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