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Por todas as vidas

Por Portal Agora
Por todas as vidas

Por todas as vidas

 

Por Laiz Soares

 

Já imaginou se um médico te passasse um medicamento usando os sintomas de outra pessoa? Com certeza a probabilidade de você melhorar seria mínima, porque os seus problemas particulares não foram tratados.

 

Infelizmente, isso acontece diversas vezes na nossa sociedade. A realidade de somente um grupo de pessoas é escutada e comunidades vulneráveis sofrem por uma política que não ouve suas queixas. 

 

Somos pessoas plurais! De diversas cores, classes sociais, regiões e culturas. Essas subjetividades influenciam como vivemos na sociedade e por isso devem ser consideradas nas lutas por direitos humanos.

 

Na população brasileira,  grupos marginalizados ainda ocupam poucos espaços políticos, sendo pouco representados e ouvidos. Por isso, é muito importante pensarmos no lugar de fala de cada uma das mulheres que vivem desafios distintos.

 

O desafio das mulheres negras é muito diferente das mulheres brancas, e é preciso considerar o lugar de fala delas quando se pensa na luta pelos nossos direitos. Um exemplo disso é a violência contra mulher. A maioria das vítimas de feminicídio são mulheres negras, 2 em cada 3 vítimas. Isso ocorre pelo estereótipo racista vindo da escravidão que ainda está presente atualmente na construção das identidades. Nossa luta é pela segurança de todas as mulheres, mas é importante entendermos e superarmos as vulnerabilidades particulares que tornam as mulheres negras alvos tão marcantes da violência. 

 

Já para as mulheres trans e demais membros da comunidade LGBTQIA+, a situação também é cruel e preocupante.  No mercado de trabalho, 1 em cada 5 empresas não contrataria homossexuais e 33% das empresas brasileiras não contratariam pessoas LGBTQIA+ para cargos de chefia. Ao mesmo tempo, vemos que 90% das pessoas trans se tornaram profissionais do sexo, e um dos principais motivos é não terem acesso a oportunidade de emprego.

 

A cultura de violência e a discriminação contra esse grupo também resulta em uma alta

taxa de evasão escolar – 82% dos transexuais não concluem seus estudos, de acordo com uma pesquisa da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Outra consequência da discriminação de gênero e sexualidade no Brasil é que 61% da comunidade LGBTQIA+ escondem sua identidade de gênero ou sua sexualidade no trabalho, segundo dados do instituto Center for Talent Inovation.

 

Quando falamos sobre a pauta feminina, nossa luta é por mulheres plurais que enfrentam diferentes desafios na sociedade.  Queremos direitos para todas as mulheres!




























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