Preto no Branco 27/04
Não de outra
Como era previsível, a saída de Eduardo Azevedo (PSC) e Lohanna França (PV) da Câmara — os dois se elegeram deputados estaduais — deixaram as reuniões não somente sem graça, mas perdeu-se, e muito, a qualidade dos debates. Legislatura que caminha para ser uma das piores da história — se não a pior — tem como principal destaque, o amadorismo em diversas situações, além da perda de tempo com discussões banais que não levam nenhum benefício à população. Desde quando, disputa de ego, gravações de vídeos e julgamentos de colegas da oposição ou situação é legislar? Enquanto o que é obrigação de fato, que é a assistência à cidade e seu povo, fica em segundo plano. Também não dá para esperar mais do que isso, se levado em conta que boa parte que elege, ou não sabe o que está fazendo, ou tem algum tipo de interesse.
É podre!
Muitos podem ter dúvida se o título deste tópico não estaria com a pontuação trocada. Não. Se trata de afirmação, sim, não uma pergunta. Pelo menos é o que revela quem conviveu ou ainda atua nos bastidores da política. Uma podridão! Resposta dada por nove entre dez pessoas perguntadas sobre o assunto. E não há motivos para duvidar. As disputas acirradas pelo poder, para se perpetuar nele, as jogadas sujas para difamar ou derrubar alguém dos cargos, retratam bem esta realidade. Só não vê quem não se interessa em acompanhar o seu escolhido na urna, ou não quer mesmo. Ou os que se fingem de mortos em troca de favores. Tem como mudar? Talvez. Visto que a corrupção se enraizou no Brasil desde sua descoberta pelos nossos irmãos de idioma. Mas, para isso depende justamente de quem escolhe os errados e seguem comungando com os erros, ou dando um jeito de escondê-los: a população. Aí fica difícil. Pois é do meio dela que saem aqueles que vão representá-la.
Experiência conta?
E muito. Por este e outros motivos é que não se pode generalizar, quando se faz críticas construtivas ao Executivo, Legislativo... Voltando a atual legislatura da Câmara, nomes como Edsom Sousa (Cidadania), Rodrigo Kaboja (PSD), Rodyson do Zé Milton (PV) e próprio presidente da Casa, Eduardo Print Júnior (PSDB), são referências e mandam bem, quando se trata do Regimento Interno, análises de projetos e articulação política. Róger Viegas (Republicanos) e Josafá Anderson (Cidadania), também não ficam para trás em vários quesitos. Por outro lado, é inegável, não reconhecer trabalhos como o de Ana Paula do Quintino (PSC), em seu primeiro mandato, mas que vem de uma luta árdua, não somente no seu bairro, mas junto à comunidade em diversos pontos de Divinópolis. Não que o restante não mereça ser citado, são apenas observações pontuais. E é por isso, que nem tudo está perdido. Falta pouco mais de um ano e meio para as próximas eleições. Daqui até lá, muita coisa pode mudar e por que não torcer para que seja para melhor?
Teve coragem
Ao dar “nome aos bois”, durante sua fala na reunião da última terça-feira, Rodyson teve uma postura corajosa, quando chamou Wesley Jarbas (Republicanos) de vereador fake news. Ele o acusou de se apossar de um feito seu — pelo qual vem lutando e trabalhando, há pelo menos dez anos —, e depois, gravar vídeo afirmando que a conquista foi sua. O assunto não vem ao caso, mas a postura de Rodyson, sim. Visto que se vê até em demasia as críticas uns aos outros nas falas, mas sem citar nome ou encará-los sobre tais questões. A não ser, a saudosa dupla rival, Eduardo e Lohanna. Talvez, se a maioria agisse assim, evitaria tantos conflitos na Casa e com o Executivo.
Deu ruim
O Telegram é mais um aplicativo a ter problema com a Justiça. O app não entregou à Polícia Federal (PF) todos os dados sobre grupos neonazistas da plataforma pedidos. Por isso, houve a determinação que operadoras de telefonia e lojas de aplicativos o retirassem do ar imediatamente, em decisão no início da tarde de ontem.
As empresas de telefonia Vivo, Claro, Tim e Oi, conforme a PF, além do Google e da Apple, responsáveis pelas lojas de aplicativos Playstore e App Store, iriam receber o ofício sobre a suspensão ainda na tarde desta quarta. Difícil entender porque no Brasil há tanta dificuldade em aceitar que ordem da Justiça, não se discute, se cumpre!
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