Preto no Branco: menos de um ano
Mal terminou uma eleição e os prazos eleitorais batem à porta. Se o pensamento e as atitudes visando às eleições 2024 já estavam presentes no meio político local, com a aproximação das datas, quando se ocorre as filiações, troca de partidos e comprovação de domicílio eleitoral, as ações ganham força. Acredite, faltam apenas oito meses. “Em busca de um lugar ao sol”, as movimentações na Câmara se intensificam. E tem uma explicação: a quantidade de vereadores que pertencem a um partido. O Cidadania, onde estão Edsom Sousa, Josafá Aderson e Piriquito Beleza, pode ser citado como exemplo. Imagina se uma pessoa que já pertença a sigla ou outra que por ventura, irá se filiar, entraria em um processo para disputar com mais três nomes exercendo os cargos e, em evidência? Do lado dos parlamentares também há esta preocupação. Não é fácil disputar uma eleição, que já será difícil pelas mudanças que passam a a valer no próximo pleito, e com fortes concorrentes dentro do próprio Legislativo. Por isso, essa agitação interna faz sentido e pode apresentar novidades muito em breve. É uma medida necessária e costumeira dentro do jogo político.
Briga desigual
E não se trata apenas de quem exerce mandato. Do lado de fora também, já tem gente montando possíveis chapas. As mais visíveis até o momento, conforme fontes da coluna, gira em torno dos irmãos Azevedo, que tem o prefeito hoje da cidade. Ao que tudo indica serão quatro ou cinco partidos, que, além da formação de grupos em busca de vagas na Câmara, vão trabalhar forte para a reeleição de Gleidson. No entanto, promete vir com força total a Federação, provavelmente compostas por três ou mais partidos, além do grupo independente que conta também com esta quantidade. Ou seja: para uma cadeira no Legislativo, a disputa será ferrenha, e fica muito claro que os atuais vereadores querem pertencer às chapas pelas quais vão ser eleitos. Por um lado, a briga é desigual, visto que na última eleição, algumas siglas até fortes não fizeram nenhum vereador. Por outro, será uma verdadeira batalha, principalmente pelo fato destes grupos apoiarem candidatos a prefeito diferentes, pelo menos com três nomes fortes. Um destes, com apoio do PSB do ex-prefeito Demetrius Pereira, capitaneado por Edsom Sousa, ex-líder do prefeito e que promete dar trabalho ao grupo apoiador de Gleidson Azevedo, caso seja candidato à reeleição. Sem falar que, nesse meio, tem nomes conhecidos e com bons argumentos, como Print Júnior e Lohanna França. Então, preparem-se. O processo está apenas começando.
Mais vagas?
Com tantos grupos e gente disposta a entrar na disputa, nem um número de vagas igual ao de Belo Horizonte, o maior de Minas, 41 no total, seria suficiente. É incrível como brotam candidatos em Divinópolis e não é de hoje. Aumentar o número de vereadores seria a solução? Há quem acha que sim, e os que criticam. Aliás, já se falou nesta possibilidade, confirmada no ano passado pelo presidente afastado, Eduardo Print Júnior. Voltou a ser comentado agora por algumas pessoas, ao verem a reforma em alguns gabinetes no Legislativo. Sobraria espaço para a ampliação e, consequentemente, a criação de mais dois, elevando o número para 19, como foi ventilado? A resposta, por enquanto, é não. O secretário-geral da Câmara, Flávio Ramos, disse à coluna que estão sendo feitas apenas readequações em relação aos gabinetes existentes. E que dois dos 17 são muito pequenos. Como os vereadores têm o mesmo peso e a mesma importância, aproveitou-se agora na obra de colocação dos pisos para deixar todos do mesmo tamanho e padrão. Até porque, conforme Ramos, no andar de baixo não cabe mais dois gabinetes, caso sejam criados teriam que subir para o lugar da Comunicação e o Núcleo de Contratos, respectivamente. Explicado! Mas como na política o não pode ser trocado pelo sim, e vise versa, num piscar de olhos, aguardemos os próximos capítulos.
Deixa a mulher trabalhar
Ciúmes, inveja ou machismo? Qual destes substantivos, que na gramática tem conotações iguais — muita gente — nutre em relação à gestão Elis Regina no Complexo de Saúde São João de Deus? Não há outra explicação. Vira e mexe, surgem situações questionando seu trabalho —, o melhor, sem dúvida alguma, pós-crise financeira que quase fechou as portas de vez da principal referência em saúde da região. Não é difícil perceber nas entrelinhas de alguns comentários, atitudes que simplesmente tentam diminuir a competência e todo esforço que ela teve e tem ao longo destes anos que simplesmente tiraram o hospital do fundo de um buraco gigante e o trouxe para o lugar que sempre foi seu: referência no Centro-Oeste e em Minas Gerais. Qual o problema, então? Nenhum homem ter dado conta de tal façanha? Medo de sua influência e facilidade em lidar com quem quer que seja, melar alguma pretensão política? Ou simplesmente a intenção de colocar alguém no seu lugar, como parte de alguma jogada futura? Para atacar até a vida pessoal de alguém que simplesmente não está “nem aí” para a vivência particular dos outros, só pode ser por causa de alguma destas três alternativas. Até porque o que não falta nesta cidade nos últimos anos é “politicagem barata” com um único objetivo: continuar no poder. Se não tem capacidade de se garantir, busque conhecimento, ajuda e deixe a mulher trabalhar. Já está “dando literalmente na cara”, as intenções de quem faz ou patrocina isso. Virou palhaçada!
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