Reincidência em perturbação de sossego é destaque em reunião da Acasp

Da Redação
Diversos problemas urbanos, com destaque para a perturbação do sossego causada por bares, restaurantes e casas de show, estiveram em debate em mais uma reunião da Associação Comunitária para Assuntos de Segurança Pública (Acasp), na sede da Acid, na manhã desta quarta-feira, 2.
Além disso, temas como insegurança em áreas públicas por falta de iluminação, depredação de patrimônio e a necessidade de educação ambiental também foram debatidos.
Barulho excessivo
Moradores dos bairros Ipiranga e Centro relataram que, mesmo após registrarem boletins de ocorrência, os estabelecimentos comerciais continuam a funcionar com música alta até altas horas da madrugada, prejudicando principalmente idosos que precisam de tranquilidade para descansar.
— Já fizemos várias reclamações, mas os donos de bares não respeitam. Precisamos de uma ação mais firme do poder público e das polícias — desabafou um morador.
O secretário municipal de Meio Ambiente, Danilo Moraes Teixeira, presente no encontro, informou que um dos estabelecimentos denunciados já foi notificado e fiscalizado, sendo proibido de realizar apresentações com banda ao vivo – apenas voz e violão são permitidos. Quanto ao segundo caso, o secretário afirmou que tomou conhecimento durante a reunião e que irá acionar a fiscalização.
Ele ainda sugeriu a criação de uma força-tarefa em parceria com a Polícia Civil e Militar para coibir os abusos.
PM confirma alta demanda
A assessoria de comunicação da Polícia Militar confirmou que as chamadas por perturbação do sossego são frequentes, principalmente nos fins de semana.
— O que mais tem é perturbação de sossego. A nossa tela fica cheia de solicitações — disse.
Ela explicou que, por lei, é necessário que uma vítima formalize a denúncia via 190, identificando-se, para que uma viatura seja enviada ao local.
‘Patrulha do Sossego’
Criada em 2010 para fiscalizar veículos e estabelecimentos com sons acima de 80 decibéis, a PM admitiu que a última operação ocorreu em 2012.
— A ação foi suspensa por causa da baixa demanda. Acabamos priorizando outras atividades — justificou.
Vandalismo e abandono
Uma moradora do Porto Velho voltou a denunciar o estado de abandono do Calçadão, que sofre com atos noturnos de vandalismo devido à falta de iluminação.
— Desde agosto do ano passado, suportes de bicicleta foram depredados, e o local, que poderia ser um espaço de lazer, está esquecido — reclamou.
Ela também cobrou a pintura da faixa de pedestres na rua Goiás, onde já teriam ocorrido 10 acidentes por falta de sinalização adequada.
Educação ambiental
Outro ponto discutido foi a necessidade de campanhas educativas para conscientizar a população sobre a preservação do patrimônio público e do meio ambiente.
Foi citada como exemplo positivo uma parceria público-privada para instalação de lixeiras, mas com o alerta de que, em outras ocasiões, equipamentos públicos foram depredados pouco depois da instalação.
Encerramento e próximos passos
Após as manifestações, o presidente da Acasp, Breno Clementino, encerrou a reunião, reforçando a importância da pressão popular e da colaboração entre moradores, poder público e forças de segurança para resolver os problemas discutidos.
A expectativa agora é que as notificações aos estabelecimentos sejam cumpridas.
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