Roda de conversa discute discriminação racial em Divinópolis

Da Redação
Apresentar vozes ativas contra o racismo. Esse é o tema da roda de conversa que acontece hoje na OAB Divinópolis. A ação, organizada por diversas entidades, relembra o Dia Internacional contra a Discriminação Racial.
O evento é promovido em parceria com a Comissão de Igualdade Racial e Direitos Humanos da 48ª Subseção, Caixa de Assistência dos Advogados em Divinópolis, Movimento Unificado Negro de Divinópolis (MUNDI) e OAB Barro Preto.
Palestras
As palestrantes Cristina Braga e Zaira Pereira vão apresentar os avanços e os progressos que precisam ser discutidos e vivenciados pela sociedade.
— A roda de conversa começa às 18h30 na sede da OAB – rua Alagoas, 60, no Centro. O evento é gratuito, mas a organização solicita que os participantes confirmem presença pelo número (37) 98843-3601 — informou a assessoria em nota.
Iniciativa
O Dia Internacional contra a Discriminação Racial é uma data significativa que convida a população à reflexão e à ação. Instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU), tem o objetivo combater o racismo e promover a igualdade racial.
O dia foi escolhido em reconhecimento ao dia 21 de março de 1960, quando ocorreu o trágico Massacre de Sharpeville, na África do Sul. Cerca de 20 mil pessoas protestavam contra a chamada “lei do passe”. Esse evento marcou profundamente a luta contra a discriminação racial e serviu como inspiração para a criação do Dia Internacional.
Tema
O tema deste ano é “Vozes pela Ação contra o Racismo”.
— Todos nós temos a responsabilidade de nos engajar em solidariedade com movimentos por igualdade e direitos humanos em todos os lugares — afirma a organização em nota.
Ainda segundo os colaboradores, a iniciativa propõe ações práticas contra a discriminação.
— Devemos escutar aqueles que passam por injustiça e garantir que suas demandas e preocupações estejam no centro dos esforços para desmontar estruturas discriminatórias — disse.
Lei
O evento também irá tratar da Lei 10.639/2003, um marco importante que tornou obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira e africana nas escolas.
— Essa lei busca promover o conhecimento, o respeito e a valorização da contribuição dos povos negros para a formação da sociedade brasileira. É uma ferramenta essencial para combater o preconceito e construir um futuro mais justo e igualitário — acrescenta em nota.
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