Sem exageros: Fhemig orienta a população sobre medidas para uma folia segura

Da Redação
Após dois anos de restrições em função da pandemia da covid-19, o Carnaval 2023 em Minas Gerais deve ser o maior já realizado no estado, sendo esperados 10 milhões de foliões e hotéis com 100% de ocupação em Belo Horizonte. Para onde foram vários divinopolitanos e muita gente da região Centro- Oeste. Porém, a animação deve estar acompanhada de vários cuidados, para que a alegria não se transforme em frustração.
As ruas das cidades, algumas muito estreitas, estarão cheias. E em grandes aglomerações, alguns cuidados são necessários, como mostra a cirurgiã do trauma e gerente médica do Complexo Hospitalar de Urgência e Emergência da Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Fhemig), Daniela Fóscolo.
- A primeira delas é que a covid ainda está por aí, então, caso a pessoa esteja com sintomas gripais, não deve ir para os blocos. Outro fator é a proximidade entre os foliões, o que facilita a ocorrência de agressões, assédio, furtos, entre outros problemas - avalia a médica.
Atendimentos
O abuso de álcool diminui o senso de proteção, equilíbrio, e gera uma maior exposição a riscos. Quando milhares de pessoas estão aglomeradas e alcoolizadas, a situação é ainda mais perigosa.
- O deslocamento se torna mais propenso a acidentes, o risco de quedas e de atropelamentos aumenta - ressalta Daniela.
É o que mostram os dados do Hospital João XXIII. Durante o período, vários atendimentos são realizados em decorrência do excesso de bebidas alcóolicas. Além da intoxicação por álcool, é preciso considerar ainda os eventos relacionados a ele, como brigas, agressões e acidentes de trânsito.
No último carnaval na capital mineira, realizado em 2020, foram registrados no HPS 57 casos de agressão corpo a corpo, 37 de agressão por arma branca e 20 de agressão por arma de fogo. Esses números foram, respectivamente, 1425%, 925%, e 666% mais altos do que nos mesmos períodos do mês anterior, em dias normais.
A cirurgiã ainda lembra que, mais importante que o tipo da bebida que está sendo consumida, é saber a sua procedência e controlar as quantidades ingeridas.
Quando buscar a emergência?
De acordo com Daniela Fóscolo, o folião deve buscar uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou um Posto Médico Avançado (PMA) para receber assistência para baixo risco.
- É aquela pessoa que bebe um pouco demais, pisou em um caco de vidro, levou um tombo e teve uma escoriação ou está desidratada. O atendimento hospitalar deve ser procurado para situações mais graves, que tenham como consequência maiores traumas e ferimentos - completa.
Cuidado com as crianças
Neste ano, o número de blocos infantis está ainda maior, e crianças, que estão mais expostas aos efeitos do calor, devem ter cuidados redobrados.
- Os pequenos devem estar bem alimentados e ter hidratação contínua para participar dos festejos - afirma a gerente médica.
Usar filtro solar e chapéu também é importante.
- É fundamental que as crianças estejam sempre acompanhadas dos pais, cuidadores ou responsáveis, e que não sejam expostas a pessoas desconhecidas. Além disso, é aconselhável escolher locais de fácil acesso e observar as áreas de evacuação - acrescenta.
(Com informações da Agência Minas)
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