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Saúde

Semusa investiga 142 servidores por suspeita de descumprimento das jornadas de trabalho

Por Portal Agora
Semusa investiga 142 servidores por suspeita de descumprimento das jornadas de trabalho

 

 

Bruno Bueno

Cento e quarenta e dois servidores da Secretaria de Saúde (Semusa) estão sob investigação da Prefeitura de Divinópolis. A decisão foi anunciada pelo secretário de Saúde, Alan Rodrigo, por meio da Portaria nº 231, publicada ontem no Diário Oficial dos Municípios Mineiros.

Os profissionais são suspeitos de descumprir a jornada de trabalho entre 2015 e 2019. Uma sindicância administrativa foi instaurada para analisar a documentação enviada pelos servidores. 

Investigação

A medida divulgada pelo Executivo elenca pontos que foram cruciais para o início da investigação. O primeiro deles foi a auditoria promovida nos pontos biométricos da Semusa, sob provocação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). 

— Naquela oportunidade foram verificadas inconformidades relativas ao não cumprimento da carga horária de trabalho na sua integralidade, sem que tenha havido o devido e necessário desconto nos vencimentos de servidores — explica.

Outros pontos

A pasta detalha que os argumentos e documentos apresentados pelos servidores não são suficientes para afastar a conclusão obtida pela Prefeitura por meio da análise dos espelhos de ponto. 

— Haja vista que a juntada de relatório de produção, por exemplo, afasta a ocorrência de falta, mas não comprova o (des)cumprimento integral da jornada de trabalho — acrescenta.

A Semusa realizou diligências para levantar “elementos fáticos e/ou de substanciais indícios de descumprimento de jornada de trabalho”. A sindicância administrativa instaurada para analisar a documentação levantada pela Semusa também será responsável por outras ações a serem tomadas para elucidar o caso.  

Sintram

O vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Divinópolis e Centro-Oeste (Sintram), Wellington Silva, disse que a diretoria só tomou conhecimento da sindicância a partir da publicação no Diário Oficial.

— Não fomos procurados por nenhum servidor envolvido nessa acusação de descumprimento da jornada e só tomamos conhecimento a partir da publicação feita hoje — frisou.

Opinião

O sindicato está à disposição dos servidores investigados pela Prefeitura, reforçou Wellington.

— Pelo que observamos, os servidores negam que tenha ocorrido o descumprimento da jornada, tanto é que se negaram a assinar o Termo de Ajuste de Conduta (TAC). Lembramos a esses servidores que o Sindicato está à disposição da categoria para apresentar uma eventual defesa, caso seja necessário — relata.

O vice-presidente também reiterou que espera uma sindicância justa. Para ele, o fato dos servidores se negarem a assinar o TAC é um indício de uma possível inocência.

— O Sintram não apoia nenhuma atitude do servidor que venha a lesar os cofres públicos, mas, nesse caso, os suspeitos estão convictos de que não descumpriram a jornada. Esperamos uma sindicância correta, sem perseguição, para que inocentes não sejam punidos — finaliza.

Próximos passos

A Portaria publicada no Diário Oficial determina o prazo de 30 dias para o término da investigação. Em caso de confirmação do cumprimento da menor jornada de trabalho, os investigados terão consequências em âmbito administrativo.

— Os servidores serão acionados para procederem ao necessário ressarcimento aos cofres públicos do Município do valor recebido sem contraprestação de trabalho, mediante devolução de valores apurados e necessariamente atualizados — explicou a Prefeitura.

 

 

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