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Política

Vai entender

Vai entender

Apesar de o PL em Minas ter afirmado nesta terça-feira, 12, tendo como porta voz o deputado Domingos Sávio, que não apoiará Matheus Simões (PSD) para o governo do Estado, e ter voltado os olhos para o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), o pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, parece não assinar embaixo. Ele evitou nesta quarta-feira, 13, antecipar qual será o palanque do PL em terras mineiras e afirmou que a decisão será tomada após negociação com lideranças bolsonaristas do estado. E olha que o senador participou da reunião do dia anterior.  Flávio revelou ainda que pretende conversar com aliados mineiros antes de definir o posicionamento do grupo político no estado, considerado estratégico pela direita.

É ou não?

Tem uma frase conhecida usada especialmente pelas pessoas mais velhas, que diz o seguinte: “vai na frente, volta atrás”! Ela serve bem para ilustrar esse desencontro de informações. Ainda sobre a corrida ao Palácio Tiradentes, Flávio Bolsonaro acrescentou que a decisão deve passar por outros interlocutores, como Nikolas Ferreira e Domingos Sávio. E não descartou discutir o futuro da disputa no estado com o senador Cleitinho, que é do Republicanos e tem liderado às pesquisas eleitorais. Mas, não foi exatamente isso que foi dito na reunião de segunda-feira? Por que dizer um dia depois que não tem nada certo e apenas reafirmar depois o que todo mundo estava cansado de saber? Ninguém entendeu nada.

Nas redes

O filho do ex-presidente não deixou de exaltar Nikolas Ferreira se referindo a ele como um dos principais nomes do bolsonarismo para mobilização nas redes sociais e junto ao eleitorado mineiro jovem. Para ele, o deputado tem papel relevante na estratégia digital da direita, especialmente após o bloqueio das redes sociais do seu pai, que segue em prisão domiciliar. Os elogios carinhosos dirigidos ao deputado, que completa 30 anos neste mês, vem após uma onda de ataques e troca de acusações entre Nikolas e seus irmãos, Eduardo e Jair Renan. É claro que no meio político, os desentendimentos servem mais para ganhar holofotes do que uma intriga de fato e todos terminam numa boa. Resta saber, se neste caso, Nikolas seguirá no mesmo caminho de parte do seu partido. Ainda mais depois de sua proximidade com Matheus Simões. A aposta é que o PL terá dois terá dois lados em Minas.

Tem mais

Se porventura, o ex-governador, Romeu Zema (Novo) resolver abrir mão de disputar a Presidência da República e se juntar a Flávio Bolsonaro como vice, a coisa muda de figura de novo. Isso porque ele só fará isso, se tiver a garantia de que o apoio do PL em Minas será para Simões. E não é difícil de acontecer. Primeiro, ele sabe que não tem nenhuma chance de ganhar a eleição para presidente. Segundo, só com o apoio da chapa do filho do ex-presidente é que seu candidato ao governo pode alavancar nas pesquisas. Até hoje, figura apenas na última colocação. Quando se trata de estratégia política, não dá para duvidar de nada.

Não decidiu

Entre todas as possibilidades citadas, pelo menos uma é certa. Cleitinho ainda não sabe se entrará na disputa para principal cadeira do Estado. Em conversa com este PB, ele afirmou estar feliz com avanço do PL em relação a indicar um nome e apoiar quem achar que deve, o que é o seu caso. Porém, até o momento, “não bate o martelo” sobre sua candidatura. “Não é o momento”, afirmou. Falta de certeza? Não. Estratégia mesmo. Os oponentes é que lutem para ganhar a preferência do eleitor.

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