Verdades e inverdades do clássico

Batendo Bola
José Carlos de Oliveira
Clássico entre Cruzeiro e Atlético é sempre assunto para muitos dias, e até mesmo semanas. E desta feita não foi diferente. O 1 a 0 da Raposa sobre o Galo no duelo de quarta-feira passada pela Copa Primeira Liga também deixou ecos, e muito a ser analisado pelos dois lados. Menos mal que o jogo não terminou com uma das partes culpando a arbitragem pela derrota.
A torcida costuma encarar o resultado de um clássico como se fosse o fim do mundo. Perdeu, ninguém vale mais nada. Tem que mudar tudo, da diretoria ao roupeiro do time. Venceu, já são os melhores do mundo. Calma minha gente, muita calma nesta hora. Não é bem assim.
O duelo desta semana deixou sim lições a serem tiradas pelos dois times. Resta saber, agora, se eles terão humildade suficiente para entender o recado das quatro linhas e assimilar a realidade do jogo.
Que não me venham agora é achar que está tudo errado só porque perderam o clássico. E muito menos, que está a mil maravilhas porque levaram a melhor. Este não é o caminho. Estamos apenas começando o ano, e ainda tem muita água a rolar debaixo da ponte.
Poderia ter sido de mais
Mas que de uma coisa as duas torcidas fiquem cientes. E esta é de que na quarta-feira o time azul mereceu a vitória. O resultado poderia até ter sido mais elástico, tamanha a superioridade da Raposa em campo.
Esta é uma verdade, sim. Mas também é verdade que não dá para jogar pedras nos atleticanos, achar que está tudo errado. Que os desfalques influíram no rendimento da equipe. Porque nada disso será uma verdade.
No jogo de quarta-feira foi o Cruzeiro que fez por merecer o resultado, e não o Atlético que perdeu por não ter jogado nada. Este é um ponto. O outro é que Roger está conhecendo agora o elenco do Atlético e vai precisar de mais algum tempo para colocar as coisas nos seus devidos lugares. O que o Atlético menos precisa, neste momento é de aves de rapina, pessoas que acham que está tudo errado e cobram por mudanças. Se fizerem assim, aí é que o caldo pode entornar de vez.
Mineirão das duas torcidas
Muitos fatores (o principal deles, o grande número de sócios torcedores dos dois times, que têm preferência em jogos com mando de campo para um ou outro clube), ainda devem pesar na balança, e está longe o dia em que os homens irão bater o martelo e devolver o Mineirão para quem de direito: os torcedores. Esta é a grande verdade. São diversos os fatores a impedir que os clássicos voltem a ser disputados com as duas torcidas, e não e tão somente a violência das organizadas.
No jogão de quarta-feira, vitória celeste por 1 a 0, pela rodada de abertura da Copa Primeira Liga, bastou um pouco de boa vontade de todas as partes envolvidas para que tudo desse certo. E o resultado foi o que todos vimos: o Mineirão voltou a ser uma festa, com vencidos e vencedores fazendo a alegria das arquibancadas.
E por que não é sempre assim? Os dirigentes insistem em culpar a violência de uma meia dúzia de torcedores, mas não é bem assim. O que acontece é que ninguém dá o braço a torcer. Prefere transferir responsabilidades e olhar sempre para o próprio umbigo, como se num clássico existisse apenas um dos lados. Menos gente, bem menos!
Quando todos se sentarem para buscar o bem comum, o melhor caminho para ambos os lados, estaremos a meio caminho andado. A volta das duas torcidas aos estádios será apenas questão de tempo e depende apenas da boa vontade de todos.
MANGUEIRAS BRASIL
Dia de decisão no Farião
Está com saudades de ver uma decisão no futebol amador da cidade? Se a resposta é sim, você não pode perder o jogão de amanhã, entre Alvorada (de Carmo do Cajuru) e Maria Helena / Flamengo, que fazem a final da temporada 2016.
E para um grande jogo, nada melhor que o melhor palco da cidade. A partida decisiva do Campeonato promovido pela Liga Municipal de Desportos de Divinópolis (LMDD), será realizada no estádio Waldemar Teixeira de Faria, o Farião, no bairro Porto Velho.
Os ingressos para a decisão do Amador terão preço único de R$ 5, e a torcida da equipe de Carmo do Cajuru promete invadir Divinópolis na manhã deste domingo, com ônibus especiais saindo de alguns pontos da cidade, com destino ao Farião.
Caindo a ficha para Micale
Do céu ao inferno! Assim é a vida de um treinador de futebol, que vive dos resultados que consegue ao longo de sua trajetória no comando das equipes. Mas para o Rogério Micale a experiência, hoje, não tem sido das mais agradáveis.
De idolatrado e endeusado por boa parte dos brasileiros quando levou o Seleção Brasileira ao primeiro ouro olímpico, ele pode agora entrar para a história como sendo o treinador que deixou o Brasil fora de um mundial Sub-20.
E esta é uma realidade bem presente, hoje. Brigando por quatro vagas para o mundial deste ano, a seleção ainda não venceu o hexagonal final e hoje é apenas a quinta colocada. Mas pior que isso, é o fato de o time não estar jogando nada mesmo. A apresentação está sendo abaixo da crítica. E mesmo assim, ainda me aparece o treinador colocando a culpa em árbitros pela derrota. É o fim da picada!
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