Vestuário ajuda indústria a apresentar números positivos em Divinópolis

Pablo Santos
A indústria do vestuário e têxtil tiveram papel fundamental nos indicadores industriais do Estado, de acordo com os dados da Federação da Indústria de Minas Gerais. As quedas acumuladas em 12 meses estão perdendo intensidade para todas as variáveis investigadas na pesquisa e, em fevereiro, o faturamento real apresentou variação negativa de um dígito a primeira dos últimos 22 meses.
Retirados os efeitos sazonais, o faturamento real apresentou acréscimo de 4,7% na passagem de janeiro para fevereiro, configurando o segundo aumento consecutivo e o maior avanço desde junho de 2016.
— Os indicadores industriais de Minas Gerais vêm apresentando sinais tímidos de recuperação — apontou o estudo da Fiemg.
Em relação ao mesmo mês do ano anterior, a variável decresceu 4,8%. Nos acumulados do primeiro bimestre de 2017 e dos últimos 12 meses, o faturamento registrou quedas de 4,5% e 9,7%, respectivamente.
Em termos dessazonalizados, na comparação com janeiro, o faturamento registrou elevação, enquanto as horas trabalhadas na produção e o nível de utilização da capacidade instalada apresentaram relativa estabilidade.
Os indicadores de emprego e massa salarial, no entanto, tiveram recuo.
Têxtil
Conforme os números da Fiemg, a indústria do vestuário e acessórios registraram crescimento de 61,4% no primeiro bimestre de 2017, quando se compara com o mesmo período de 2016. Já a indústria têxtil registrou 5,4% de alta no mesmo período no confronto com o mesmo período do ano passado.
Divinópolis contribui com este resultado. O relatório setorial da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), realizado pelo Instituto de Estudos e Marketing Industrial (IEMI), aponta Divinópolis no Centro-Oeste, como o primeiro polo confeccionista do Estado. Na cidade, são 786 empresas e 26.501 pessoas empregadas, o que corresponde a 17,7% do total do estado. Divinópolis é responsável por 21,4% da produção de confeccionados de Minas Gerais. Se considerar apenas vestuário, a participação sobe para 24,9%. O município tem 22,3% do pessoal ocupado e 20,8% das empresas.
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