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Cultura

Zélia Brandão resgata o Carnaval de Divinópolis

Por Portal Agora
Zélia Brandão resgata o Carnaval de Divinópolis

Jorge Guimarães  

A colunista do Jornal Agora, Zélia Brandão,  reacendeu a alegria do Carnaval de Divinópolis. Com o apoio deste Diário ela ergueu a bandeira e a sociedade voltou a brincar aos sons das velhas marchinhas. Há 15 anos, nascia o baile pré-carnavalesco de Zélia Brandão, que resgatou os foliões sonhadores dos anos dourados. 

Hoje, os salões do Buffet Paulinelli recebem os foliões para mais uma edição do grande baile pré-carnavalesco “Zélia Brandão”, noite em que a colunista promete ser um luxo só. A decoração ficou a cargo de João Fábio responsável pela ambientação dos salões que levarão os presentes a se sentirem numa noite de Oscar, com direito a tapete vermelho. Os flashes ficam por conta dos profissionais de Luiz Fotógrafo, enquanto Eliane Paulinelli promete deliciosas surpresas e o cerimonial de Fátima Carvalho. Para animar a festa, um sucesso a cada edição, os foliões serão recebidos ao som da imponente Vereda Show, que anima os salões até às 3h. Logo a seguir, entra a Barteria que promete não deixar ninguém parado até o dia amanhecer.                

 História 

Divinópolis já teve carnaval, e dos bons. A trajetória da festa na cidade tem registros datados de 1910, período em que o município ainda era arraial. Naquela época, os moradores se divertiam jogando água com limão e farinha de trigo nas pessoas no Largo da Matriz, onde os foliões se reuniam. A família Bigode, os blocos que levavam nomes de times de futebol como Palmeiras, Guarani e Ferroviário, Lira Oeste, o conjunto Os Santinhos são exemplos de quem animavam a festa. Depois veio a família de Sabino Pinto, que formou o cordão do Sabino, que era sanfoneiro e criou o boi para dar destaque ao seu bloco.  

Tupy 

Em 1947, surge o Bloco Original, que em 1952 torna-se Grêmio Recreativo Escola de Samba Tupy, a Tupy de Nonô e Dona Oralda. Depois em meados de 1960 foi a era do reinado de Ana Pêra, a Rainha do Carnaval que espalhou majestade pelas ruas ao som de marchinhas e frevos, tendo Jorginho Miranda e Ivan Silva como inspiradores. No início dos anos 70, surgiram várias escolas de samba: Império do Novo Mundo, Andorinhas da Serra, Bloco Os Carrascos, Acadêmicos de Santa Cruz, Unidos do Guarani, Monte Líbano, Unidos do Divino, Estrela do Oeste Clube, dentre outros. Tempo em que a avenida 1ª de Junho ficava lotada, nos quatro dias de folia, para que o público pudesse torcer pelo seu bloco caricato ou Escola de Samba preferida.  

Decadência  

Mas a avenida ficou em silêncio a partir de 2001, quando foi realizado o último carnaval de rua da cidade. Instituições tradicionais como o Divinópolis Clube e Estrela do Oeste que ainda mantinham seus carnavais de clube foram aos poucos eliminando as festas, até o por fim morrer totalmente.

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