A polícia e sua história – República Velha aos dias de hoje

Encerro hoje o tema sobre a história e cultura dapolícia, trazendo o último capítulo, que fala do fim do século XIX aos dias de hoje. Com a Proclamação da República (1889), as polícias foram reorganizadas como forças auxiliares dos exércitos estaduais. Durante a República Velha, foram utilizadas como
instrumentos dos governadores, com pouca autonomia e forte repressão política.
Na era de Getúlio Vargas (1930–1945) a polícia passa por forte centralização e politização, com a criação do Departamento Federal de Segurança Pública (DFSP), antecessor da Polícia Federal (PF), o uso da polícia política (DOPS) para reprimir opositores do regime. Durante a Ditadura Militar (1964–1985), as polícias se tornam aparelhos de repressão política. Surgem órgãos como
o DOPS, o DOI-CODI, e as Polícias Secretas, responsáveis por prisões, torturas e desaparecimentos. A Polícia Militar assume papel de tropa auxiliar do Exército, a Polícia Civil investiga crimes comuns, mas também participa da repressão política. A polícia e seu papel na Nova República (1985–Presente). Com a Constituição de 1988 Foi definida a organização da segurança pública no Brasil. A partir dos anos 1990, o crescimento da violência urbana levou à militarização de políticas de segurança, a criação de batalhões especiais (BOPE, ROTA, GATE), foram feitos investimentos em policiamento ostensivo, armamento,
e operações em favelas.
A polícia e a sociedade no Século XXI se aproximaram, entendendo que uma interação melhor seria a solução para um futuro melhor, com ações sociais e comunitárias a atuação da polícia no Brasil foi muito além das atividades tradicionais de segurança pública, como o combate ao crime e a repressão à violência. Em diversas regiões do país, as forças policiais têm desenvolvido ações sociais e
comunitárias que buscam fortalecer os vínculos com a população, promover cidadania, educação e prevenção.
O Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd). Inspirado no modelo norte-americano D.A.R.E., o programa é executado por policiais militares treinados, que ministram aulas em escolas públicas e privadas. A participação é de crianças do ensino fundamental (principalmente 5º ano). Com o objetivo de prevenir o uso de drogas, promover o desenvolvimento de habilidades sociais,
autoestima e a valorização da vida. Com uma abordagem lúdica, educativa e participativa, com cartilhas, atividades e formaturas.
Na educação, o Colégio Tiradentes da Polícia Militar (CTPM) escolas públicas militares mantidas pela Polícia Militar em vários estados, como Minas Gerais, Mato Grosso, Rondônia, Pará, entre outros. Oferece educação de qualidade com base em disciplina, civismo e valores éticos. Estudam filhos de policiais e a comunidade em geral (dependendo do estado). O colégio tem alcançado alto desempenho no IDEB e em vestibulares, além de reduzir índices de evasão e violência escolar. O Policiamento Comunitário segue modelo de atuação baseado na proximidade com a comunidade, escuta ativa e resolução de conflitos locais. Fazem rondas em bairros com presença constante, criam Conselhos Comunitários de Segurança (Comseg), realizam palestras, oficinas e eventos de integração com a população e mantêm uma atuação
conjunta com líderes comunitários, escolas e igrejas. A Patrulha Maria da Penha, que são ações voltadas à
proteção de mulheres vítimas de violência doméstica. Atua no acompanhamento de medidas protetivas, visitas periódicas e apoio psicossocial. Em muitos estados, é uma divisão específica da PM treinada para lidar com esses casos. Polícia Mirim / Bombeiro Mirim / Guarda Mirim são projetos socioeducativos voltados a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, são atividades de formação
cívica, noções de disciplina, primeiros socorros, educação ambiental e palestras educativas com o objetivo de desenvolver a cidadania, prevenir o envolvimento com o crime e abrir portas para o futuro.
Muitas polícias militares e civis organizam escolinhas de futebol, capoeira, música, dança, entre outras atividades. Essas ações são formas de ocupar positivamente o tempo de crianças e adolescentes, especialmente em áreas de risco. Exemplos: "PM no Bairro", "Esporte na Comunidade",
"Orquestras Jovens da PM". A polícia atua também durante calamidades públicas,
em enchentes, incêndios e outras emergências, a polícia também atua de forma humanitária no resgate de pessoas, distribuição de cestas básicas, apoio logístico, segurança nos abrigos e centros de triagem.
Tem pauta cultural, me conte no e-mail: welbertonha@gmail.com
Welber Tonhá e Silva
Imortal da Academia Divinopolitana de Letras, cadeira
nº 09
Imortal da Academia de Letras e Artes Luso-Suiça em
Genebra, cadeira nº C186
Membro da Academia Mineira de Belas Artes
Historiador, Escritor, Pesquisador, Fotógrafo e Fazedor
Cultural.
Instagram: @welbertonha
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