Absurdo! - Renata Rachid


É inadmissível que, em pleno século XXI, pessoas com deficiência ainda enfrentem discriminação para exercer um direito tão básico quanto o de ir e vir.
O Ministério Público Federal cobrou providências das plataformas Uber e 99 diante de denúncias de motoristas que recusam ou cancelam corridas envolvendo pessoas com deficiência.
A ONG Céu Azul, de
Divinópolis, que desenvolve um importante trabalho em defesa da inclusão e dos direitos das pessoas com autismo e suas famílias, manifestou seu repúdio a esse tipo de discriminação em uma publicação nas redes sociais, alertando para a gravidade da situação.
Imagine uma pessoa aguardando um transporte para chegar a uma consulta médica, ao trabalho ou a qualquer outro compromisso e, no momento do embarque, ter sua corrida recusada simplesmente porque utiliza uma cadeira de rodas, apresenta limitações de mobilidade ou necessita de cuidados especiais. Pessoas idosas também podem enfrentar situações semelhantes.
Mas é preciso ir além das regras e refletir sobre o olhar humano. A condição de vulnerabilidade não é uma realidade distante de nós. Em algum momento da vida, qualquer pessoa pode precisar de auxílio, compreensão e acolhimento. Envelhecer, enfrentar uma limitação física ou depender do cuidado de terceiros faz parte da condição humana.
Antes de recusar alguém, é preciso lembrar que, do outro lado, existe uma pessoa com necessidades, compromissos, sentimentos e, acima de tudo, dignidade.
Discriminar uma pessoa em razão de sua deficiência é crime, previsto na Lei Brasileira de Inclusão. Mas, para além das punições, esperamos que as providências cobradas se traduzam em mudanças efetivas na conduta dos profissionais e das plataformas. Acompanharemos de perto os desdobramentos dessa questão, na expectativa de que o respeito, a acessibilidade e a dignidade humana sejam, de fato, assegurados.
Acessibilidade é direito, não favor!
Senha de acesso

Divinópolis recebe mais uma edição da imersão Senha de Acesso, no dia 5 de novembro, um encontro presencial voltado para mulheres empresárias e profissionais que desejam fortalecer seu posicionamento, ampliar oportunidades e impulsionar seus negócios.
A imersão reúne três profissionais com experiências e competências complementares:
Valéria Oliveira, consultora, treinadora de líderes e especialista em cultura organizacional e liderança.
Viviane Carregal, especialista em propriedade intelectual, registro de marcas e patentes.
Renata Rachid, criadora do Método Elegância do Terceiro Milênio, com foco em imagem, comunicação, comportamento e presença de valor.
Uma experiência para mulheres que desejam evoluir profissionalmente, fortalecer seus negócios e conquistar novos espaços, com mais clareza, estratégia, segurança e protagonismo.
Informações e inscrições: WhatsApp (37) 98410-4296.
Reflexão por Manoel Brandão, da série Humanismo para o Século XXI.

As sombras que habitamos
E se aquilo que chamamos de realidade fosse apenas uma parte do que existe? Essa inquietação atravessa os séculos e encontra uma de suas expressões mais profundas na alegoria da caverna, apresentada por Platão no Livro VII de A República. Nela, prisioneiros acorrentados desde o nascimento vivem voltados para uma parede onde veem sombras projetadas por objetos que não conseguem enxergar. Como desconhecem o mundo exterior, tomam aquelas imagens pela própria realidade. Um deles consegue libertar-se e, ao sair da caverna, descobre um mundo que jamais imaginara. Quando retorna para contar aos companheiros o que viu, encontra resistência. Afinal, para quem sempre conheceu somente as sombras, reconhecer a própria ignorância pode ser mais difícil do que permanecer nela.
Embora complexa, a alegoria permanece atual e pode nos ajudar a compreender um aspecto do mundo contemporâneo.
Nas redes sociais, por exemplo, somos expostos a imagens, opiniões e narrativas que nem sempre são falsas, mas frequentemente apresentam fragmentos selecionados da realidade. Interesses econômicos, políticos e pessoais influenciam o conteúdo que consumimos, enquanto os algoritmos privilegiam aquilo que captura nossa atenção. Assim, corremos o risco de confundir uma visão parcial com a realidade inteira, tomando a repetição de uma ideia como confirmação de sua verdade.
As redes, contudo, não inventaram nossas ilusões. Apenas potencializaram tendências antigas, como a vaidade, a necessidade de reconhecimento e a comparação com os outros. Ao contemplarmos viagens, conquistas, aparências e patrimônios exibidos nas telas, corremos o risco de transformar a vida alheia em medida da nossa. Passamos a desejar não necessariamente aquilo que nos realiza, mas o que parece conferir felicidade e prestígio aos outros.
Nesse processo, tornamo-nos prisioneiros de uma imagem idealizada de nós mesmos. A existência concreta, com suas possibilidades e imperfeições, parece, por sua vez, insuficiente diante daquilo que imaginamos dever ser. Em busca de uma aprovação que nunca se completa, podemos abandonar nossos valores e perseguir desejos que não nasceram de nossas próprias convicções.
Sair da caverna contemporânea exige reflexão, autoconhecimento e coragem para questionar nossas certezas. Exige também distinguir ambições legítimas daquelas alimentadas pela comparação permanente. Não se trata de renunciar a conquistas ou ignorar o mundo, mas de escolher conscientemente o que realmente importa, sem subordinar nossa felicidade às expectativas alheias.
Talvez a caverna mais difícil de abandonar seja aquela que construímos dentro de nós, quando passamos a viver segundo expectativas alheias e confundimos reconhecimento com realização. Afinal, de que adianta libertar os olhos das ilusões do mundo se continuamos prisioneiros da pessoa que imaginamos precisar ser?
Cliques pelo mundo


Pelos encantos da Itália: Elisa Clementino, Diana Lara, Cybelle Soares e Vânia Ordones desfrutam de um roteiro especial pela Toscana, entre paisagens deslumbrantes, cultura e o charme italiano.
Descobrindo a China: Rosângela Freitas registra sua passagem pelo país asiático, em uma viagem marcada pela riqueza cultural, história e tradições milenares.
Espetáculo no céu

Desta vez, vai valer a pena madrugar para assistir a algo extraordinário! Entre a noite de quarta-feira, 21 de outubro, e a madrugada de quinta-feira, 22, o céu brasileiro será palco da chuva de meteoros Oriônidas, um espetáculo formado por pequenos fragmentos deixados pelo famoso cometa Halley.
Segundo a Nasa, em condições ideais, será possível observar de 10 a 20 meteoros por hora. O melhor momento será nas últimas horas da madrugada, antes do amanhecer. A recomendação é procurar um local afastado das luzes da cidade, com boa visibilidade do céu.
Um convite para desacelerar, olhar para o alto e contemplar as maravilhas do universo.
Anote na sua agenda! Eu já anotei na minha e até programei o despertador.
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