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Renata Rachid

Quando a visibilidade encontra um limite

Por Redação Jornal Agora · Redação· 5 min de leitura
Quando a visibilidade encontra um limite

Renata Rachid

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Uma discussão que ganhou força na Espanha nos últimos dias colocou novamente os influenciadores no centro do debate.

Restaurantes passaram a questionar uma prática que, durante muito tempo, foi vista como oportunidade de divulgação: refeições, produtos ou experiências em troca de reels, stories e avaliações.

Alguns estabelecimentos já deixam claro, antes mesmo de abrir as portas, que não pretendem trocar refeições por divulgação espontânea. Parcerias podem existir, claro, mas devem ser previamente combinadas e identificadas como publicidade. Já a avaliação espontânea deve ser conquistada pela própria comida.

Mas existe o outro lado.

Criadores de conteúdo podem ser importantes para pequenos negócios, ampliando alcance, apresentando marcas a novos públicos e gerando resultados reais.

Talvez, então, a questão não seja ser contra ou a favor dos influencers.

A questão é: onde está o limite?

Visibilidade tem valor. Comunicação tem valor. Uma audiência construída com credibilidade também tem valor.

Mas ter seguidores não deveria significar direito automático a privilégios, cortesias ou tratamentos especiais. Da mesma forma, seria injusto desconsiderar o trabalho sério de quem produz conteúdo, constrói audiência e entrega resultado.

Há ainda uma outra reflexão.

As redes sociais nos acostumaram a vidas excessivamente editadas, viagens, consumo, corpos e estilos de vida muitas vezes inalcançáveis para a maioria das pessoas.

A comparação permanente com essa realidade pode gerar frustração, ansiedade, sensação de inadequação e afetar a forma como muita gente enxerga a própria vida.

Porque a vida real não é um feed.

Talvez esse movimento não seja uma rejeição aos influenciadores, mas uma cobrança por outro tipo de influência.

Mais responsável. Mais verdadeira. Mais consciente.

Influenciar deveria significar mais do que ser visto. Deveria significar acrescentar, inspirar, informar, entregar real utilidade e construir confiança.

E confiança não nasce apenas de números.

Nasce de postura.

E você, o que acha? Os estabelecimentos estão certos em impor limites? Os influencers exageraram? E será que essa discussão também vai ganhar força aqui no Brasil?

Reflexão por Manoel Brandão

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Da série: Humanismo para o Século XXI 

A sedução da estupidez

Em As Aventuras de Pinóquio, Carlo Collodi apresenta um personagem que precisa aprender a ser humano. Nascido da madeira, Pinóquio é matéria bruta: possui desejos, impulsos e liberdade, mas precisa experimentar o mundo, enfrentar as consequências de suas escolhas e aprender a conviver com os outros. Sua humanidade é construída ao longo do caminho.

Séculos depois, Valter Hugo Mãe, em O Século dos Imbecis, volta-se para uma questão inquietante: o fascínio pela ignorância e a resistência ao conhecimento. A leitura da obra me trouxe uma reflexão: é possível apaixonar-se pela ignorância?

A ignorância, por si só, não é uma condenação. Ninguém sabe tudo. Somos todos ignorantes diante da imensidão do conhecimento humano. O problema começa quando ela deixa de ser uma condição e passa a ser uma escolha.

Vivemos cercados de informação. Nunca foi tão fácil acessar livros, pesquisas, arte e diferentes culturas. Mas informação não é conhecimento. E conhecimento não é sabedoria.

Saber exige esforço. Pensar exige tempo. Duvidar exige coragem. Aprender significa admitir que aquilo em que acreditávamos ontem pode não ser verdadeiro.

A estupidez, ao contrário, pode ser confortável. Oferece respostas rápidas para perguntas complexas, dispensa a dúvida e nos mantém cercados por aquilo que confirma nossas certezas.

Talvez exista, portanto, uma forma sofisticada de estupidez: a recusa voluntária de compreender.

É quando deixamos de perguntar porque já decidimos a resposta. Quando rejeitamos um argumento não porque seja falso, mas porque veio de alguém de quem discordamos. Quando transformamos opinião em verdade e repetição em conhecimento.

A cultura deveria nos ensinar a compreender a complexidade do mundo e reconhecer a humanidade daquele que pensa diferente. A educação, produzir menos certezas absolutas e mais capacidade de pensar. A literatura, permitir que vivamos, ainda que por algumas páginas, dentro da consciência de alguém que não somos.

É por isso que a formação humana nunca termina.

Voltamos a Pinóquio.

A madeira precisa ser lapidada. O ser humano também. E cada geração precisa decidir se continuará esse trabalho ou se preferirá permanecer na superfície, onde tudo parece mais simples.

Talvez o verdadeiro perigo do nosso tempo não seja a falta de informação, mas a perda do desejo de conhecer.

Não é simplesmente não saber.

É gostar de não saber.

Quando isso acontece, corremos o risco de confundir liberdade com recusa da realidade, opinião com conhecimento e convicção com verdade.

E então a pergunta de Pinóquio talvez seja também a nossa:

queremos continuar sendo lapidados ou estamos aprendendo a amar aquilo que nos impede de crescer?

Mapa do Sol

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Os dias mais quentes já começam a anunciar a chegada de uma nova estação. E você, já está preparada para o verão 2026/27?

A Kilômetro Quadrado apresenta Mapa do Sol, uma coleção pensada para traduzir a leveza da temporada em looks fluidos, versáteis e cheios de personalidade. Peças que unem conforto, frescor e elegância em propostas fáceis de usar e perfeitas para acompanhar a mulher em diferentes momentos do dia.

Uma coleção solar, contemporânea e irresistivelmente usável.

@kilometroquadrado

WhatsApp:

(37) 3212-0279

4- Velinhas 

Nossos aniversariantes dessa edição são:

Luciana Parreira 

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Ivan Francisco 

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Pedro Rachid 

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Luana Reis

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Parabéns e felicidades para o novo ciclo!

Senha de acesso 

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No dia 29 de setembro, uma nova edição do Senha de Acesso reúne Valéria Oliveira, Viviane Carregal e Renata Rachid em uma imersão voltada para mulheres que desejam fortalecer sua atuação profissional, seus negócios e a forma como conduzem a própria trajetória.

A proposta reúne competências que se complementam, passando por liderança, gestão, posicionamento, proteção, comunicação e presença de valor.

Um encontro para mulheres que desejam crescer com mais clareza, estratégia, segurança e protagonismo.

Mais informações 

@aval.consultoriaetreinamentos


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