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Renata Rachid

O efeito Copa do Mundo

Por Bruno
O efeito Copa do Mundo
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Existe algo que acontece no Brasil a cada quatro anos e que vai muito além do futebol. É o chamado efeito Copa do Mundo.

As ruas ganham novas cores. As conversas mudam de tom. Pessoas que raramente acompanham futebol passam a comentar escalações, palpites e resultados. Os álbuns de figurinhas reaparecem, mobilizando crianças e adultos. E, de repente, o país inteiro parece voltar a falar a mesma língua.

A Seleção Brasileira entra em campo e, por alguns instantes, milhões de brasileiros compartilham a mesma expectativa. A Copa tem esse poder. Ela desperta memórias, emoções e, principalmente, um sentimento de pertencimento.

Talvez por isso seja impossível não refletir sobre os nossos símbolos nacionais neste período. Durante algum tempo, muitos brasileiros desenvolveram certo desconforto em relação ao verde e amarelo, à camisa da Seleção e até mesmo à bandeira do Brasil, que acabaram sendo associados a posicionamentos políticos específicos.

Mas a Copa do Mundo nos lembra algo importante: a bandeira nunca deixou de ser da nação brasileira. Porque ninguém toma para si aquilo que pertence a todos.

Governos passam. Líderes passam. Correntes ideológicas passam. As disputas políticas passam. A nação permanece. A bandeira permanece.

E é justamente nesse momento que muitos brasileiros voltam a perceber que o verde, o amarelo, o azul e o branco não pertencem a um grupo, a uma ideologia ou a um partido. Pertencem ao Brasil. Pertencem aos brasileiros.

Talvez um dos maiores méritos da Copa do Mundo seja exatamente esse: lembrar que, apesar das diferenças que naturalmente existem em qualquer sociedade democrática, há símbolos que continuam nos unindo. A bandeira é um deles.

E, quando a Seleção entra em campo, ela volta a ocupar o lugar que sempre foi seu: o de representar um país inteiro.

Vai, Brasil! 

Reflexão por Manoel Brandão

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Os Inimigos que Convidamos

Há algo profundamente simbólico na lenda de Guerra de Troia.

Independentemente do que exista de história ou mito em sua narrativa, Troia atravessou os séculos porque fala, sobretudo, da condição humana.

Ali estavam reunidos os maiores homens do seu tempo. A força quase invencível de Aquiles, a coragem de Heitor, a inteligência de Ulisses, a imponência de Ajax, a beleza de Páris e de Helena, a tragédia de Cassandra, além da própria participação dos deuses, que interferiam nos destinos humanos, protegiam guerreiros, alimentavam paixões, ódios e vaidades. Tudo em Troia parecia grandioso, poderoso e inexpugnável.

E, no entanto, Troia não caiu apenas pela força de um inimigo externo.

Troia caiu porque permitiu que algo entrasse.

O cavalo não destruiu Troia sozinho.

Foram os próprios troianos que o colocaram para dentro de seus muros.

Talvez essa seja uma das grandes lições da vida.

Nem sempre aquilo que nos destrói chega com aparência de ameaça. Às vezes vem disfarçado de conforto, de orgulho, de vaidade, de desejo, de palavras repetidas tantas vezes que começam a parecer verdade. Entra silenciosamente pelos portões da alma e se instala dentro de nós sem resistência.

Existem cavalos de Troia que carregamos sem perceber.

Mágoas que alimentamos.

Medos que interiorizamos.

Culpa.

Ressentimento.

A sensação constante de não sermos suficientes.

Palavras negativas que ouvimos durante anos e que, pouco a pouco, passamos a acreditar como se fossem parte da nossa identidade.

Muitas vezes, o verdadeiro inimigo não é aquele que nos enfrenta de fora.

É aquilo que se instala dentro de nós e começa a governar nossos pensamentos, nossas escolhas e nossa maneira de enxergar a vida.

Porque nenhuma fortaleza é destruída sem antes ser enfraquecida por dentro.

Talvez por isso a vigilância mais importante da vida seja aquela que fazemos sobre o nosso próprio coração. Sobre os sentimentos que cultivamos, as ideias que aceitamos, as dores que decidimos carregar e as vozes às quais damos abrigo dentro de nós.

Troia nos ensinou que até as maiores muralhas podem cair quando abrem espaço para aquilo que jamais deveriam ter recebido.

E talvez amadurecer seja exatamente isso: aprender a reconhecer os inimigos que convidamos antes que eles passem a habitar em nós.

INTERNACIONAL

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A obra que se recusa a terminar

Quando visitei a Sagrada Família pela primeira vez, em Barcelona, tive a sensação de estar diante de algo que transcendia a arquitetura. Voltei uma segunda vez e a emoção permaneceu a mesma. Talvez porque, desde os tempos em que estudava Design de Interiores, as obras de Antoni Gaudí sempre despertaram em mim um fascínio especial.

A construção da basílica começou em 1882 e, no ano seguinte, passou para as mãos de Gaudí. O arquiteto dedicou mais de quarenta anos de sua vida ao projeto e os últimos anos exclusivamente a ele. Quando morreu, em 1926, deixou modelos, desenhos e estudos que permitiram que sua visão continuasse sendo executada pelas gerações seguintes.

Recentemente, a Sagrada Família viveu mais um capítulo histórico com a inauguração da Torre de Jesus Cristo, a mais alta das 18 torres previstas no projeto original. O momento contou com a presença do Papa Leão XIV e marcou a conclusão da silhueta arquitetônica imaginada por Gaudí há mais de um século.

Mas há um detalhe curioso: apesar desse marco histórico, a obra ainda não está totalmente concluída. Restam etapas importantes, entre elas a monumental Fachada da Glória, considerada a principal entrada do templo. A previsão é que os trabalhos se estendam até a próxima década.

Talvez isso não surpreendesse Gaudí. Ao ser questionado sobre a lentidão da construção, ele respondeu com uma frase que atravessou os tempos: “Meu cliente não tem pressa.”

E talvez seja justamente por isso que a Sagrada Família continue encantando o mundo. Ela não é apenas uma igreja. É um testemunho de fé, arte, perseverança e visão. Uma obra que se recusa a terminar porque, de certa forma, já se tornou eterna.

RECEITINHA

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Brigadeiro de Milho Verde

As festas juninas trazem consigo sabores que despertam memórias afetivas e aquecem o coração. Entre as delícias típicas da temporada, o brigadeiro de milho verde surge como uma versão criativa e irresistível de um dos doces mais amados pelos brasileiros.

Ingredientes

* 2 espigas de milho verde limpas

* 1/2 xícara de leite

* 1 lata de leite condensado

* 2 colheres (sopa) de manteiga sem sal

* Farinha de milho flocada para finalizar

Modo de preparo

Cozinhe as espigas até que os grãos estejam macios. Debulhe o milho e bata no liquidificador com o leite. Coe a mistura e leve ao fogo com o leite condensado e a manteiga, mexendo sempre até desgrudar completamente do fundo da panela.

Transfira para uma travessa e deixe esfriar. Cubra com filme plástico e leve à geladeira até firmar. Depois, modele os brigadeiros e passe-os na farinha de milho flocada.

Pronto! Uma receita simples, diferente e cheia de sabor para deixar o seu arraiá ainda mais especial.

Rendimento: aproximadamente 30 unidades.

Bom apetite!

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