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Renata Rachid

Entre o véu e o espelho

Por Bruno
Entre o véu e o espelho

Renata Rachid

Hoje, trago para vocês uma reflexão de um convidado especial.

Um texto que carrega profundidade, sensibilidade e, sobretudo, consciência.

Manoel Brandão nos convida a um exercício necessário: olhar para o outro sem perder a capacidade de olhar para nós mesmos.

Uma leitura que merece sua atenção:

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O Irã é a antiga Pérsia, uma das civilizações mais antigas da humanidade, contemporânea da Grécia Antiga e responsável por influenciar profundamente a cultura, a filosofia e a organização social do mundo. Trata-se de um país com tradição intelectual relevante, universidades respeitadas e uma produção cultural reconhecida. Antes de qualquer análise apressada, é preciso reconhecer: o Irã é uma nação que merece respeito por sua história e complexidade.

A partir dessa compreensão, no último domingo, durante o almoço de Páscoa, eu e minha mulher Renata refletíamos sobre como, muitas vezes, olhamos para outras realidades com rigor, mas deixamos de aplicar o mesmo critério a nós mesmos.

O debate sobre o Irã, frequentemente centrado em aspectos culturais que nos causam estranhamento, costuma ser superficial. Não se trata, evidentemente, de relativizar ou justificar qualquer forma de limitação à liberdade ou de violência contra a mulher, algo inaceitável em qualquer lugar do mundo. Mas é preciso reconhecer que julgamentos apressados, desprovidos de contexto, pouco contribuem para uma compreensão séria da realidade.

A reflexão que se impõe é outra.

Enquanto nos ocupamos em criticar o que está distante, convivemos, no Brasil, com uma violência cotidiana contra a mulher que, de tão recorrente, corre o risco de ser banalizada. Mulheres são agredidas e mortas em um cenário que revela não a ausência de normas, mas a falha na sua efetividade.

Esse contraste expõe uma incoerência incômoda. O Irã enfrenta seus desafios, assim como o Brasil enfrenta os seus, distintos na forma, mas igualmente graves em suas consequências. Lá, há limitações mais visíveis e institucionais; aqui, a liberdade formal convive com a incapacidade de proteção efetiva.

A honestidade intelectual exige coerência. Não para comparar realidades distintas, mas para evitar que a crítica ao outro sirva de pretexto para ignorar problemas internos.

Não há defesa legítima da dignidade humana sem essa coerência. E ela começa quando deixamos de olhar apenas para fora e passamos a encarar, com a mesma seriedade, aquilo que acontece diante de nós. É preciso que nos olhemos no espelho.

Arte e inclusão

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Abril chega como um convite à consciência. Um mês em que o olhar coletivo se volta, com mais atenção e sensibilidade, para o transtorno do espectro autista. Mais do que informação, é tempo de fortalecer a inclusão no nosso cotidiano.

É nesse contexto que Divinópolis revela histórias que merecem ser vistas, reconhecidas e valorizadas.

Entre elas, a de Vitor Oliveira, jovem que tem transformado a arte em uma poderosa forma de expressão, identidade e pertencimento.

Autista, Vitor encontrou nas esculturas e na escrita um caminho legítimo para comunicar o que sente e como enxerga o mundo. Foi assistido pela ONG Céu Azul, em Divinópolis, ao longo de toda a sua infância e pré-adolescência, período importante para o seu desenvolvimento e expressão. E hoje também se destaca com participações em bienais e eventos culturais.

Hoje, Vitor está com 16 anos e já participou, em duas ocasiões, do videocast De Prosa com Renata Rachid. Por lá, é possível conhecer de forma mais completa a história inspiradora desse jovem. Vale a pena assistir e acompanhar quem vem se destacando com autenticidade e sensibilidade.

Valorizar histórias como a dele é reconhecer, na prática, que a diversidade também é potência. Que talento não pede permissão, apenas oportunidade. Incluir é preciso!

@vitoroliveira_escritorautista

Uniforme: presença que comunica

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Com mais de uma década de atuação, a Lual Uniformes, sob a liderança de Luciana Avelar, vem se consolidando como referência na criação de vestuário corporativo que alia qualidade, conforto e estética.

Fundada em 2013, a empresa nasceu a partir de uma percepção sensível de mercado e da bagagem técnica de sua fundadora, que, após anos no universo da moda, decidiu empreender e transformar conhecimento em solução. Hoje, atende diferentes segmentos, desenvolvendo desde peças sociais até uniformes para áreas específicas, como hospitalar e industrial.

Mais do que produzir roupas, a Lual Uniformes entende o uniforme como uma extensão da identidade da marca. Por isso, investe em modelagens funcionais, materiais de qualidade e um acabamento que traduz profissionalismo com elegância.

Porque, no ambiente corporativo, a forma como nos apresentamos também comunica — e vestir bem é, antes de tudo, uma estratégia de posicionamento.

Troféu Mulher Cidadã

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Na última semana, tive a honra de receber o troféu Mulher Cidadã Inspiração, concedido pelo Programa Cidade Voluntária de Divinópolis, em reconhecimento ao trabalho que venho desenvolvendo, especialmente junto à ONG Céu Azul, da qual sou embaixadora.

Receber esse tipo de homenagem é sempre muito especial. Não realizamos esse trabalho em busca de reconhecimento, mas quando ele chega, vem como um sinal de que estamos no caminho certo. É, acima de tudo, um incentivo para seguir contribuindo e ampliando impactos.

Acredito profundamente que pequenas atitudes geram transformações reais. E meus amigos, familiares e parceiros já sabem: continuarei convidando, continuarei pedindo, porque quando nos unimos em torno de causas que realmente importam, fortalecemos não apenas projetos, mas toda uma rede de cuidado, empatia e responsabilidade social.

Minha gratidão a todos que caminham comigo nessa jornada. Juntos podemos muito!

Casamento 

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Otávio Jardel e Ed Aguiar celebraram sua união. Que não faltem amor, cumplicidade e muitas bênçãos nessa nova etapa. Esta coluna deseja ao casal toda a felicidade.

Velinhas 

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Vinícius Souza é o nosso aniversariante da semana. Esta coluna deseja um novo ciclo repleto de alegrias, conquistas e boas celebrações.

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