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Renata Rachid

Etiqueta e Elegância do Terceiro Milênio

Por Bruno
Etiqueta e Elegância do Terceiro Milênio

Vivemos numa época em que nunca se falou tanto em imagem. Somos constantemente bombardeados por referências no Instagram e em tantas outras redes sociais. Há sempre alguém ensinando como vestir melhor, como posar, como montar looks, como parecer mais interessante.

Roupas bem escolhidas, cabelo impecável, maquiagem cuidadosa, fotos bem produzidas. A preocupação em causar uma boa impressão está por toda parte.

Mas há um detalhe importante que quase ninguém comenta — e é justamente sobre isso que tenho convidado você a refletir nas últimas semanas.

A verdadeira elegância não se sustenta apenas no que se vê.

Não adianta apresentar uma imagem agradável aos olhos se o comportamento não acompanha. É aí que entra um dos pilares da Etiqueta e Elegância do Terceiro Milênio: a postura.

A forma como tratamos quem nos serve, a pontualidade com compromissos, o tom de voz em uma discordância, a maneira como respondemos uma mensagem ou lidamos com uma espera dizem muito mais sobre nós do que qualquer produção estética.

A imagem chama atenção.

A postura e o comportamento constroem reputação.

E reputação, quando cultivada com constância, transforma-se em algo ainda mais valioso: Capital Relacional — a confiança que abre portas, fortalece conexões e sustenta oportunidades ao longo do tempo.

Elegância não é personagem. É coerência.

Ela acontece quando aquilo que a pessoa aparenta ser encontra aquilo que ela verdadeiramente é.

E isso não se improvisa.

Aprende-se, pratica-se e torna-se patrimônio.

— Renata Rachid

@renatanrachid

Flagship

Nos últimos anos, grandes capitais do mundo passaram a adotar um novo conceito no varejo: as chamadas flagship stores. E eu vou te contar o que são elas.

Mais do que lojas, esses espaços são pensados como experiências. O termo vem do inglês náutico — flagship era o navio principal de uma frota, aquele que representava o comando e a identidade do grupo. No varejo contemporâneo, passou a designar a loja-conceito, criada para traduzir valores, estilo de vida e sensações, e não apenas expor produtos.

Esse modelo já está espalhado pelo mundo e, no Brasil, integra o cotidiano das grandes cidades, como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Nesses centros, os espaços deixaram de ser apenas pontos de venda para se tornarem locais de permanência: cafés integrados, áreas de convivência, curadoria de produtos e experiências personalizadas substituem a lógica da simples compra.

O consumidor de hoje não busca apenas adquirir algo. Ele deseja sentir, permanecer, se identificar. A experiência passou a ter mais valor do que o objeto. Talvez por isso possamos dizer que, no novo cenário do consumo, experiência é o verdadeiro luxo.

Tenho uma novidade para vocês, leitores. Esta tendência está chegando em Divinópolis. Em breve, nossa cidade terá o primeiro espaço nesse formato: SOLOVA — um projeto que já chega carregado de significado, unindo três gerações de mulheres.

Depois conto isso com mais calma. Já já trarei mais detalhes, mas posso adiantar que a proposta reúne moda, beleza, estilo de vida e experiências sensoriais, em um ambiente pensado para permanência e vivência.

@solova.oficial

Quando a origem vira luxo

Um projeto brasileiro conquistou, nesta semana, um dos maiores reconhecimentos da arquitetura contemporânea.

A Casa de Mainha, do arquiteto pernambucano Zé Vágner, venceu o ArchDaily Building of the Year Awards, premiação organizada pelo portal ArchDaily, hoje considerado o maior veículo de arquitetura do mundo.

O detalhe mais bonito é justamente o mais simples: a obra premiada não é um museu, hotel ou residência de alto padrão. Trata-se da reforma da casa da mãe do arquiteto, no interior de Pernambuco.

A proposta preserva materiais locais, valoriza ventilação natural, luz, memória afetiva e a cultura construtiva nordestina. Talvez esteja exatamente aí o motivo do reconhecimento internacional: não há tentativa de parecer algo que não é.

Confesso que a Designer de Interiores que habita em mim recebeu essa notícia com emoção.

A Casa de Mainha não impressiona pelo tamanho nem pelo luxo aparente. Emociona pela verdade. É arquitetura feita com identidade, território, memória e afeto. E prova algo muito atual: é possível alcançar excelência internacional sem abrir mão das nossas raízes culturais.

O mundo começa a reconhecer que sofisticação não é distância da origem, é consciência dela.

Parabéns ao arquiteto Zé Vágner.

E obrigada por nos lembrar que pertencimento também é uma forma de elegância.

Vale a pena conhecer o trabalho do profissional em suas redes sociais. Uma visita ao perfil já mostra com clareza por que um projeto tão simples conseguiu encantar o mundo.

Velinhas

Nossas aniversariantes desta edição são Gisele Silva e Júlia Botelho.

Gisele Silva
Júlia Botelho

Para elas, os nossos votos de um novo ciclo repleto de alegrias, saúde e realizações. 

Parabéns!!

O brinde em transformação

Algo silencioso vem transformando os encontros sociais. Cada vez mais pessoas optam por reduzir, ou simplesmente não consumir, bebidas alcoólicas. Não por restrição, mas por escolha.

Vinhos sem álcool, cervejas zero e os chamados mocktails já aparecem em vários cardápios.

Agora surgem também aperitivos botânicos desenvolvidos para reproduzir a experiência do drink, preservando aroma, taça e ritual. Um exemplo recente é o drink Lúcia (@drinklucia), criado pelas empreendedoras brasileiras Bertha Juca e Victoria Linhares, pensado com a lógica de um coquetel clássico, com corpo, complexidade aromática e camadas de sabor, porém sem álcool.

O que sobressai não é mais a bebida em si, e sim o gesto. Brindar, celebrar, reunir pessoas à mesa. O protocolo permanece, o encontro continua, apenas muda o conteúdo da taça. Já não é necessário consumir álcool para participar do momento.

Talvez seja essa a principal mudança de comportamento: a convivência continua sendo valorizada, mas com escolhas mais conscientes. O importante é estar presente. O brinde permanece. E você, da turma com ou sem álcool?

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