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Renata Rachid

Divinópolis no centro da política

Por Renata Rachid · Colunista· 5 min de leitura
Divinópolis no centro da política
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As eleições de 2026 colocam Divinópolis em uma posição de grande protagonismo no cenário político mineiro e nacional. A cidade passa a estar representada pelo governador eleito Cleitinho Azevedo; pelo senador Domingos Sávio; pelas deputadas federais Lohanna França, Ana Elisa e Gleide Andrade; pelo deputado federal Gleidson Azevedo; além de Eduardo Azevedo, reeleito deputado estadual.

Um dado merece destaque especial: três mulheres ligadas a Divinópolis chegam, na mesma eleição, à Câmara dos Deputados. Lohanna, Ana Elisa e Gleide Andrade representam diferentes gerações, trajetórias e experiências e amblia a forma expressiva a presença feminina da cidade no cenário político nacional.

São nomes de diferentes correntes políticas, o que torna esse momento ainda mais significativo sob o ponto de vista democrático. Divinópolis amplia sua voz em Minas e em Brasília e se consolida como um importante polo político.

Faço votos de que esses mandatos sejam marcados pelo diálogo, pela responsabilidade e, sobretudo, por resultados. Que tragam avanços para Minas Gerais, sem perder de vista Divinópolis e toda a nossa região, lugares de onde tantas dessas trajetórias partiram.

Vivemos uma oportunidade rara de transformar representatividade política em desenvolvimento, investimentos, capacitação, infraestrutura e novas perspectivas. Uma presença tão expressiva nos espaços de decisão também aumenta a responsabilidade de quem nos representa. Que esse momento seja honrado com trabalho e que Divinópolis possa, de fato, dar um salto à altura da força política que hoje projeta.

Adélia Prado: de Divinópolis para o mundo

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Há uma alegria especial em ver o nome de Adélia Prado entre os cotados ao Prêmio Nobel de Literatura de 2026. Aos 90 anos, nossa poeta divinopolitana aparece nas listas de apostas internacionais, renovando as expectativas em torno de uma das vozes mais singulares da literatura brasileira.

O anúncio do vencedor está previsto para 8 de outubro. Como as indicações oficiais permanecem em sigilo, as cotações expressam uma expectativa — que nós, seus conterrâneos, acompanhamos com orgulho e torcida.

Adélia tem o dom de revelar o extraordinário na intimidade do cotidiano. Sua poesia reúne fé, memória e sentimentos profundamente humanos, com uma delicadeza que atravessa fronteiras. Ver sua obra lembrada nesse cenário é celebrar a força da cultura brasileira e uma escrita que, nascida em Divinópolis, encontra morada no mundo.

Reflexão por Manoel Brandão

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Da série: Humanismo para o Século XXI

O fogo de Prometeu

Prometeu, uma divindade da mitologia grega, ousou atravessar uma fronteira. Roubou dos deuses o fogo e o entregou aos homens. Não se tratava apenas da chama que aquece e ilumina. O fogo representava a técnica, o conhecimento, a capacidade de transformar a natureza. Em Ésquilo, Prometeu afirma ter ensinado aos mortais as artes, a medicina, a escrita, o cálculo e a metalurgia.

Por isso, Zeus o puniu. Prometeu havia dado aos homens algo que alterava sua própria condição. Eram frágeis diante da natureza. Depois do fogo, passaram a poder modificá-la.

Está aí uma das mais extraordinárias intuições da mitologia grega. O homem não recebeu apenas conhecimento. Recebeu poder.

Com o fogo vieram a metalurgia, as cidades, as máquinas e a indústria. Depois vieram a eletricidade, a energia nuclear, a engenharia genética e a inteligência artificial. A cada descoberta, a humanidade reduziu a distância entre aquilo que um dia pareceu reservado aos deuses e aquilo que o homem é capaz de fazer.

Mas existe uma ironia no presente.

O mesmo conhecimento que permitiu ao homem transformar a natureza também lhe deu instrumentos para ameaçá-la. O fogo que aquece pode incendiar. A indústria que produz riqueza pode poluir. A tecnologia que aproxima também pode nos afastar. A ciência que cura pode produzir armas. O conforto que o consumo proporciona deixa resíduos. A capacidade de transformar o mundo tornou-se também a capacidade de degradá-lo.

Não é apenas o poder que assusta. É a arrogância que pode nascer dele.

Quanto mais o homem descobre, maior parece ser a tentação de acreditar que pode compreender tudo, prever todas as consequências e controlar aquilo que criou. Confunde a capacidade de conhecer com a capacidade de dominar. Confunde o avanço da técnica com o avanço da sabedoria.

A humanidade pode alterar o clima, devastar florestas, contaminar oceanos, produzir armas capazes de destruir cidades e criar tecnologias cujas consequências ainda não compreende.

O problema nunca foi receber o fogo. O conhecimento não é um erro, nem a ciência uma ameaça. O perigo começa quando saber como fazer alguma coisa parece suficiente para decidir que devemos fazê-la. A capacidade técnica cresce mais depressa que a sabedoria necessária para orientá-la.

Essa é a desmedida: não reconhecer limites porque o próprio poder alimenta a ilusão de que eles podem ser ultrapassados sem consequências.

Zeus queria preservar a fronteira entre deuses e homens. Prometeu a rompeu. Desde então, realizamos aquilo que antes parecia impossível.

A pergunta não é se deveríamos ter recebido o fogo, mas se aprendemos a governá-lo.

E, diante da nossa crescente capacidade de fazer, a antiga pergunta retorna: será que Zeus estava certo ao temer o que os homens fariam com o poder que receberam?

Um ano de ‘Pare de Atrair Dinheiro’

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O livro Pare de Atrair Dinheiro, da escritora palestrante Tatiane Duarte, celebra seu primeiro ano de lançamento. A obra convida o leitor a refletir sobre como crenças, pensamentos e comportamentos influenciam sua relação com o dinheiro e a construção da vida que deseja.

Com foco no desenvolvimento humano, a autora propõe uma compreensão da prosperidade que vai além das conquistas financeiras. O livro está disponível na Amazon, nas versões física e Kindle, ou diretamente com Tatiane pelo Instagram @tatianeduarte.br.

Velinhas

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A médica Clara Rachid é a nossa aniversariante da edição. Parabéns, Clara! Felicidades, saúde e muitas realizações neste novo ciclo.


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