Anvisa autoriza vacinação em crianças de 3 a 5 anos, mas ainda não há data para início

Da Redação
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, nesta semana, a aplicação emergencial de CoronaVac em crianças entre 3 a 5 anos de idade contra a covid-19. A exceção são crianças imunocomprometidas. A imunização para a faixa etária com o imunizante especificado, produzido pelo Instituto Butantan, foi aprovada por unanimidade pela diretoria. No entanto, em Minas Gerais, não há previsão para o início do processo.
Apesar da autorização da Anvisa, a imunização depende das orientações do Ministério da Saúde (MS).
— Não há prazo para o início da utilização do imunizante no plano nacional de vacinação. A decisão caberá ao Ministério da Saúde — informou a agência.
Ao Agora, o governo estadual informou que aguarda o posicionamento do Ministério.
— A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) informa que, de acordo com o Ministério da Saúde, por meio da Coordenação Geral do Programa Nacional de Imunizações (CGPNI), ainda não há definição de como ocorrerá a vacinação das crianças de 3 a 5 anos — explicou.
O comunicado informou, ainda, que o tema será discutido na Câmara Técnica Assessora de Imunizações (CTAI nacional).
— Sendo assim, a SES-MG aguarda as recomendações do Ministério da Saúde para a vacinação das crianças de 3 a 5 anos de idade — finalizou.
A SES-MG é responsável por receber as doses do governo federal e repassar aos municípios para que os mesmos iniciem a vacinação das respectivas faixas etárias.
Justificativa
A diretora da Anvisa, Meiruze Souza Freitas, citou que a CoronaVac está aprovada em 56 países pela Organização Mundial da Saúde (OMS), teve cerca de um bilhão de doses aplicadas e tem contribuído para reduzir mortes e hospitalizações.
— Vacinar crianças de 3 a 5 anos contra a covid-19 pode ajudar a evitar que elas fiquem gravemente doentes se contraírem o novo coronavírus — explicou.
A faixa etária entre 5 e 11 anos começou a ser vacinada em janeiro. Nesse caso, são aplicados os imunizantes da Pfizer (versão pediátrica) e a CoronaVac.
A decisão foi baseada em diversos estudos nacionais e internacionais sobre a eficácia da vacina em crianças. As pesquisas foram realizadas pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e Instituto Butantan, além de entidades internacionais. Também foram levados em conta pareceres de sociedades médicas e das áreas de farmacovigilância e de avaliação de produtos biológicos da Anvisa.
Um dos estudos clínicos, feito no Chile, mostrou efetividade de 55% da CoronaVac contra a hospitalização de crianças que testam positivo para a covid-19. Além disso, as crianças que participaram dos estudos clínicos apresentaram maior número de anticorpos e menos reações à vacina em relação aos adultos.
No Brasil, outros dados revelaram que as reações graves após a imunização foram consideradas raras e raríssimas. A conclusão foi obtida após análise de 103 milhões de doses aplicadas no país.
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