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Após confirmação de caso, governo de Minas reforça medidas contra a gripe aviária

Após confirmação de caso, governo de Minas reforça medidas contra a gripe aviária

Da Redação

Minas Gerais vive um momento de alerta sanitário após a confirmação de um caso de gripe aviária no município de Mateus Leme, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Embora o vírus tenha sido identificado em uma ave ornamental — um cisne negro — sem vínculo com a produção comercial, o governo do Estadado decidiu agir para evitar qualquer possibilidade de disseminação da doença entre aves de criatórios comerciais e de subsistência.

O Estado detalhou, em coletiva de imprensa, na manhã desta quarta-feira, 28, as medidas emergenciais adotadas para conter o avanço da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) no território mineiro. A situação se tornou de conhecimento, na semana passada, mas a confirmação do caso se deu apenas na última segunda-feira, 26. Após isso, foi decretada oficialmente a situação de emergência sanitária na terça-feira, 27, permitindo que o Estado mobilize recursos humanos, financeiros, tecnológicos e materiais para executar ações rápidas de prevenção, monitoramento e controle.

Produção comercial 

O cisne negro contaminado estava em um sítio particular, fora de qualquer sistema de produção comercial de aves. Por isso, as autoridades reforçam que não há risco imediato para o consumo de carne ou ovos, e o vírus não é transmitido por meio de alimentos. O alerta, no entanto, é essencial para proteger a cadeia produtiva da avicultura mineira, responsável por 26 mil toneladas de exportação apenas nos quatro primeiros meses de 2025, o que representa um aumento de mais de 10% em relação ao ano anterior.

Durante a coletiva, a diretora-geral do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), Luiza Castro, destacou que o trabalho é impedir a circulação do vírus. 

— Nosso trabalho está voltado para evitar que essa circulação viral não chegue às aves comerciais. Esse é o ponto no qual tomamos todas as nossas medidas de vigilância, mas isso já é a rotina do trabalho da defesa agropecuária: rastreio, vigilância e garantia de que a circulação viral não vai impactar na produção avícola do estado de Minas Gerais, o que temos muita segurança de que está funcionando plenamente — afirmou Luiza.

Plano de contingência 

O secretário adjunto de Agricultura e Pecuária, João Ricardo Albanez, informou que todas as ações estão alinhadas ao Plano de Contingência da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade, elaborado em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e implementado desde 2022, quando surgiram os primeiros focos da doença na América do Sul.

Entre as ações reforçadas pelo governo estão medidas de biosseguridade das granjas comerciais, políticas de educação sanitária e vigilância nas propriedades classificadas como de risco, além de cadastro e vistoria em criatórios de subsistência e ações sanitárias em eventuais áreas de foco da doença.

Risco para humanos

A secretária adjunta de Saúde de Minas Gerais, Poliana Cardoso Lopes, esclareceu que, embora o vírus seja altamente patogênico para as aves, o risco para os humanos é extremamente baixo. 

A transmissão das aves para os humanos não é comum, mas pode ocorrer em pessoas expostas a uma grande carga viral ou que estejam com baixa imunidade. ​

— Com a utilização correta dos equipamentos de proteção individual (EPIs) não há risco para os trabalhadores (das granjas). Também alertamos que, na eventualidade de encontrar alguma ave morta pelo caminho, a pessoa não deve tocar nela, e é importante que colabore com o sistema de vigilância fazendo a notificação para o IMA e para a Emater — pontuou Poliana.

Casos em Minas

Minas Gerais já havia registrado uma ocorrência em 2023. Naquele ano, um pato de vida livre da espécie Cairina moschata foi diagnosticado com Influenza Viária de Baixa Patogenicidade (H9N2), que costuma causar pouco ou nenhum sintoma clínico nas aves e não oferece qualquer risco para os seres humanos.

Outro caso de gripe aviária foi confirmado nesta terça-feira, 27, em um sítio no município de Mateus Leme, a 65 quilômetros de Divinópolis. O vírus identificado é do tipo Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), considerado mais agressivo e com maior potencial de disseminação entre as aves.

O registro em Mateus Leme ocorre em um momento de alerta nacional, após o primeiro caso da doença em uma granja comercial ser identificado no início de maio,  em Montenegro, no Rio Grande do Sul. Desde então, autoridades sanitárias de diferentes estados intensificaram ações de controle e monitoramento.

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