Entrega de gás natural na região começa entre julho e agosto, confirma presidente da Gasmig

Lucas Maciel
O fornecimento de gás natural para Divinópolis e região está prestes a se tornar realidade. A expectativa é que a distribuição comece entre julho e agosto deste ano, marcando uma nova fase para o setor produtivo local, que passará a contar com uma fonte energética mais eficiente, econômica e menos poluente.
A ampliação da rede faz parte do projeto Centro-Oeste Gás Natural, desenvolvido pela Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig). Com investimentos de quase R$ 800 milhões, a iniciativa prevê a implantação de cerca de 300 quilômetros de gasodutos para atender oito municípios da região.
Para apresentar os detalhes do projeto e esclarecer dúvidas de empresários interessados no uso do gás natural, a Fiemg Regional Centro-Oeste promoveu um encontro com representantes da Gasmig em Divinópolis.
Encontro
O evento foi realizado na manhã desta quarta-feira, 28, na sede da entidade, com participação aberta ao público.
A programação contou com apresentações técnicas da Companhia, que abordaram o funcionamento do sistema de distribuição, os benefícios do gás natural e as condições para adesão por parte de empresas interessadas.
Empresários de diversos setores, além de lideranças regionais e representantes do poder público, estiveram presentes no encontro. A abertura foi conduzida pelo presidente da Fiemg Regional Centro-Oeste, Eduardo Soares, seguida de uma introdução institucional da Gasmig. Também foram apresentadas informações comerciais e realizada uma rodada de negócios com foco em possíveis contratos de fornecimento.
Prazos
Durante o encontro, a Gasmig confirmou que o fornecimento de gás natural para Divinópolis e região terá início entre o final de julho e o começo de agosto deste ano.
— Estamos finalizando agora as obras das linhas tronco, que devem ser concluídas entre o final de julho e o início de agosto. Esse será o momento em que já poderemos começar a entregar gás aos nossos clientes — afirmou o presidente, Carlos Colón.
A operação inicial contemplará os primeiros contratos de fornecimento firmados com empresas locais, enquanto as obras das linhas laterais seguirão em andamento. Essas linhas complementares serão responsáveis por ampliar a capilaridade do sistema, levando o gás natural a outros municípios e atendendo a uma demanda maior, tanto de indústrias quanto de outros segmentos produtivos.
— Em seguida, daremos continuidade à construção das linhas laterais, que vão ampliar o atendimento na região, com ações previstas ainda para este ano e também para o próximo — completou.
Importância
O encontro teve como objetivo promover um espaço de diálogo direto com a Gasmig, esclarecer dúvidas, identificar oportunidades e fomentar parcerias voltadas ao desenvolvimento industrial da região. Para Eduardo Soares, a atividade é extremamente importante.
— Temos acompanhado a implantação deste projeto ao longo das estradas há bastante tempo, assim como o início da operação. Hoje é uma oportunidade para alinharmos todo esse processo. Sabemos que estamos próximos da conclusão das obras e, em breve, do início da operação — destacou.
O diretor da Siderúrgica Fênix, Paulo Costa, de São Gonçalo do Pará, foi um dos empresários presentes no evento. Ele ressaltou a importância da apresentação para as empresas e para o desenvolvimento da região.
— É um projeto muito importante para a área industrial. Sei que será de grande valia e vejo que a distribuição está sendo bem feita na região, pelas redes que estão sendo montadas. Então, será de grande importância para o impulso do setor industrial — comentou.
Projeto
No projeto Centro-Oeste serão implantados cerca de 300 quilômetros de gasodutos para atender oito municípios da região, sendo eles: Divinópolis, Betim, Sarzedo, São Joaquim de Bicas, Igarapé, Juatuba, Mateus Leme e Itaúna. O investimento total será de R$ 780 milhões.
Atualmente, a Rede de Distribuição de Gás Natural (RDGN) da Gasmig tem 1.479 quilômetros de extensão e atende aproximadamente 83 mil clientes em 43 municípios nas regiões Metropolitana de BH, Sul de Minas, Zona da Mata, Vale do Rio Doce e Campos das Vertentes, que correspondem aos principais polos industriais e concentram mais de 50% da produção industrial do estado.
Segundo dados técnicos da companhia, o gás natural pode gerar uma economia de até 40% em comparação com o GLP (gás de botijão) e reduzir significativamente as emissões de poluentes. A expectativa é de que o novo gasoduto contribua para a substituição de fontes energéticas mais poluentes, além de melhorar a eficiência nos processos produtivos.
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