Defendida por Cleitinho, CPMI do INSS deve ser instalada na próxima semana

Da Redação
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Semado, sobre desvios no INSS será instalada "impreterivelmente" na próxima semana. A garantia foi dada pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil), nesta quarta-feira, 13. A data e os horários exatos da instalação ainda serão dovulgados. A comissão é defendida pelo senador Cleitinho (Republicanos) desde abril. Para ele, é fundamental punir os responsáveis, independente de lado partidário.
Composição
O presidente do Senado também confirmou que o colegiado será presidido pelo senador Omar Aziz (PSD-AM). A relatoria ficará a cargo de um deputado.
— É o meu desejo, acordado com o presidente da Câmara, Hugo Motta, que façamos a instalação na próxima semana. Hoje, os líderes daquela Casa completaram as indicações. Na semana que vem faremos a instalação da comissão mista — anunciou Alcolumbre.
A comissão será composta por 15 deputados e 15 senadores titulares, com o mesmo número de suplentes. O prazo previsto para os trabalhos é de 180 dias. As despesas da CPMI estão estimadas em R$ 200 mil, conforme o requerimento.
Investigação
O pedido de criação da CPMI foi apresentado pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e pela deputada Coronel Fernanda (PL-MT), com o apoio de 223 deputados e 36 senadores — número superior ao mínimo exigido, que é de 171 deputados e 27 senadores (um terço da composição de cada Casa).
No requerimento, as parlamentares destacam que investigações da Polícia Federal (PF) e da Controladoria-Geral da União (CGU), divulgadas em abril, apontaram a existência de um esquema de cobrança de mensalidades irregulares descontadas dos benefícios de aposentados e pensionistas sem autorização.
Cleitinho
Um dos grandes defensores da CPMI é o senador Cleitinho (Republicanos), que pede a instauração da investigação desde abril.
— É nossa obrigação criar uma CPI para poder investigar e colocar esses canalhas que roubaram dinheiro de aposentados na cadeia.
Cleitinho defendeu a investigação de todos os governos brasileiros desde 2019, ou até o período anterior, quando teriam se iniciado os descontos ilegais, com o desvio de recursos de beneficiários da Previdência Social em um esquema bilionário, conforme apurado em operação da Polícia Federal.
— Eu queria muito que os 513 deputados federais e os 81 senadores assinassem, tanto de oposição quanto quem é base do governo, porque a gente tem que investigar é tudo. Porque ficam o tempo inteiro falando que a maioria das entidades beneficiadas foram do governo Bolsonaro, [então] vamos investigar elas, todas. Porque a gente está falando de aposentado, e quem fez isso tem que estar na cadeia, e devolver centavo por centavo.
Ele também apresentou o PL 2.201/2025, que exclui da lei que trata dos benefícios da Previdência Social (Lei 8.213, de 1991) a possibilidade de descontos. Para ele, essa é a melhor forma de proteger os aposentados e pensionistas, já que há outras formas de pagamento, como débito em conta corrente, débito em cartão de crédito, pagamentos por boleto ou por PIX.
— Vamos investigar todos os governos. Todos têm que ser investigados. Os homens são falhos. O que mais tem aqui no Congresso é um bando de lobistas e vagabundos. Isso tem que ter um ponto final! — afirmou Azevedo.
Para o senador, quem roubou deve ir para a cadeia, independentemente de ser de esquerda ou de direita.
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