Carregando clima…
Cidades

Aterro sanitário deve ser próximo de Marilândia

Por Portal Agora
Aterro sanitário deve ser   próximo  de Marilândia

Flávio Flora 

A construção de Aterro Sanitário Compartilhado, no distrito de Marilândia, proximidades da rodovia BR-494 (município de Itapecerica), para processar o lixo recolhidos de 12 cidades do Centro-Oeste, incluindo Divinópolis, em princípio, está sendo visto com bons olhos.  

O estudo de concepção de serviços de infraestrutura de sistemas integrados de destinação final de resíduos sólidos urbanos, apresentado esta semana, foi objeto de comunicado oficial do prefeito municipal Wirley Rodrigues Reis (PHS), de Itapecerica. 

Só estudos 

Publicado no site oficial da prefeitura local, a nota esclarece que ainda não há definição concreta, apenas um estudo efetuado pela Secir, que apontou o local como a melhor alternativa para receber o aterro. O prefeito itapecericano afirma que somente após a conclusão dos projetos será possível avaliar se a obra atenderá o interesse do município ou implicará em algum prejuízo. 

— Certo é que tal obra sugere grande ganho, especialmente ambiental, mas isso só será definido após toda a conclusão do processo de estudos de viabilidade — destaca o prefeito Wirley Reis. 

Lixão preocupa 

Em outro trecho da nota, manifesta sua enorme preocupação com a situação do lixão em operação na sua cidade: 

— Estamos estudando medidas emergenciais a curto prazo, até definições do consórcio em questão, a fim de amenizar o problema, que causa grande impacto ambiental — informa em nota. 

A nota oficial relembra que a instalação de aterro sanitário em Itapecerica é discutida há pelo menos 12 anos, referindo-se à Ação Civil Pública 002161-7, na Comarca local, interposta em 2005. 

Proposta viável 

Para o procurador-geral de Divinópolis, Wendel Santos de Oliveira, a proposta do governo de Minas, elaborada pela Secretaria de Cidades e de Integração Regional (Secir) é a mais viável surgida até agora. É o que ele informou ao prefeito Galileu Machado (PMDB), a quem representou na reunião. 

— Um aterro sanitário com vida útil estimada em mais de trinta anos (...)trará ganhos incontestáveis para o meio ambiente, com inegável proveito para esta e para as futuras gerações — afirmou o procurador-geral. 

Estudo preliminar 

O estudo sobre o Aterro Sanitário Compartilhado (ASC) indica que serão construídas cinco subestações de transbordo localizadas em Camacho, Carmo do Cajuru, Oliveira, Pedra do Indaiá e Santo Antônio do Monte, que, por sua vez, receberão em primeiro lugar os resíduos sólidos de doze cidades da região. O informe da Secir, no entanto, não relaciona as cidades do Consórcio Intermunicipal Multifinalitário do Centro-Oeste Mineiro (Cimcom), que integrarão esse sistema. 

A escolha do provável local, situado em ponto impreciso, mas considerado estratégico, à margem da rodovia BR 494 (proximidades de Marilândia), vai sofrer novos estudos técnicos. Ainda não se sabe dos impactos ambientais que poderia causar. 

A proposta da Secir, segundo a secretária-adjunta Izabel Chiodi, avaliou a quantidade de lixo gerado em cada município;o número de aterros, de unidades de triagem e de transbordo;a distância a ser percorrida; a logística necessária e custo do lixo aterrado e cuidado. 

Entretanto, outros aspectos serão avaliados, especialmente em sondagens para que os lençóis de água ou mananciais de superfície, áreas de preservação e florestas que existam nas proximidades estejam protegidos – é o compromisso da Secir. 

 

 

Compartilhe:WhatsAppFacebookTwitter

Comentários

Participe da conversa — todos os comentários passam por moderação.

Carregando comentários…