Aterro Sanitário Compartilhado deve ser no município de Itapecerica

Flávio Flora
Uma nova alternativa para construção do aterro sanitário, em substituição do atual “aterro controlado” surgiu durante apresentação do “Estudo de concepção de serviços de infraestrutura de sistemas integrados de destinação final de resíduos sólidos urbanos”, concluído pelo governo de Minas através da Secretaria de Cidades e de Integração Regional (Secir).
O documento divulgado na quarta-feira, 25, sugere as estratégias economicamente viáveis para o tratamento integrado de resíduos sólidos, envolvendo 12 municípios integrantes do Consórcio Intermunicipal Multifinalitário do Centro-Oeste Mineiro (Cimcom).
Nova alternativa
Após minucioso levantamento regional, reforçado por análises de viabilidades técnica, econômica, social e ambiental, a Secir apresentou uma alternativa de localização para o que chamou de Aterro Sanitário Compartilhado (ASC), no município de Itapecerica, com subestações de transbordo em Camacho, Carmo do Cajuru, Oliveira, Pedra do Indaiá e Santo Antônio do Monte.
Segundo a secretária-adjunta da Secir, Izabel Chiodi, foram avaliados a quantidade de lixo gerado em cada município; o número de aterros, de unidades de triagem e de transbordo; a distância a ser percorrida; a logística necessária e custo do lixo aterrado e cuidado.
— O ASC no município de Itapecerica é a solução mais adequada tecnicamente para as localidades consorciadas, dentro dos padrões ambientais desejáveis e que seja mais econômica, reduzindo os custos finais tanto para os municípios, individualmente, como para o Consórcio — explicou Chiodi.
Proposta viável
O problema da destinação dos resíduos sólidos em um aterro sanitário, como obrigado por lei, já deu trabalho para as comunidades rurais de Quilombo e Choro, que se posicionaram contra a localização nas proximidades. Já houve outras tentativas, na administração de Vladimir Azevedo (PSDB), que também não prosperaram, principalmente por causa da localização, que é sempre polêmica.
Na opinião do procurador-geral de Divinópolis, Wendel Santos de Oliveira, presente à exposição governamental, a proposta é a mais viável surgida até agora.
— Tal projeto, por si só, viabilizará a captação dos recursos financeiros necessários à concretização de um empreendimento que será de grande valia para toda a região, qual seja, um aterro sanitário com vida útil estimada em mais de trinta anos (...) esse aterro trará ganhos incontestáveis para o meio ambiente, com inegável proveito para esta e para as futuras gerações — afirmou o procurador-geral.
Próximas etapas
O estudo do Aterro Sanitário Compartilhado para o Centro-Oeste é resultado de convenio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) entre a antiga Secretaria de Desenvolvimento Regional, Política Urbana e Gestão Metropolitana (Sedru) e o Ministério das Cidades, cujo objetivo é a elaboração de projetos de engenharia para cinco polos do Estado: Bom Despacho, Divinópolis, Formiga, Januária e Montes Claros.
A próxima etapa nesse processo de implantação do aterro sanitário, definida a modalidade “compartilhada”, é o estudo de campo a ser desenvolvido por técnicos da Secretaria de Cidades para identificar a melhor área para receber o projeto.
Segundo informe da Secir “serão feitas sondagens para que os lençóis de água ou mananciais de superfície, áreas de preservação e florestas que existam nas proximidades” estejam protegidos. Após esse processo, uma terceira etapa cuidará do projeto básico, orçamentos e especificações, e uma quarta realizará o projeto executivo.
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